"A vida é breve. Viaja devagar. Engana o tempo que passa. Adia o momento da chegada."
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Agir
domingo, 25 de novembro de 2012
As heroínas
A Lista da nossa mãe. Esta história verídica de uma mãe que
ao saber que não sobreviveria a um cancro, resolveu escrever uma lista onde
registou tudo o que gostaria que o marido, fizesse depois da sua morte para que
os filhos tivessem uma vida feliz. Esta lista tornou-se um porto seguro para o
marido onde encontrou força e inspiração para enfrentar o futuro. Esta mulher
foi uma heroína, no fim dos seus dias encontrou força e coragem para escrever a
lista.
Tive a oportunidade de conhecer duas heroínas que elas também no fim dos
seus dias tomaram atitudes para deixarem os filhos num porto seguro. Uma delas
descobriu que tinha um tumor no cérebro, e as possibilidades de sobrevivência eram
mínimas, pensou que fazer. Pois divorciou-se, fez a partilha por divórcio, fez
um testamento em que os bens seriam administrados pelos seus pais até o filho
fazer dezoito anos. O filho ficaria a cargo do pai.
Uma outra, descobriu que tinha cancro nos intestinos, incurável.
Tinha três filhos dois dos quais menores com, 6 e 9 anos. Tinha-se divorciado
do marido há 5 anos, porque o marido era um putanheiro. Resolveu aceitar o
marido de volta, voltar a viver com ela e os três filhos, o objectivo era
quando ela partisse os filhos tivessem uma melhor convivência com o pai, uma
vez que depois do divórcio a convivência entre pai e filhos era mínima. Ela
morreu e o seu objectivo foi cumprido…muitas pessoas a questionaram Porquê???
Porque o aceitaste de volta?? Depois da sua morte souberam a resposta .Estas
são heroínas do dia a dia…
Quanto a mim…não sei quanto tempo me resta, quem
sabe??? Viver na ignorância e muito bom…e eu gosto de viver esta parte da minha
vida na ignorância. Mas não estou parada tenho tentado deixar o mínimo de
burocracias para os meus pais. Cancelei contractos com operadoras, as contas bancarias estão de uma
forma simples para eles movimentarem e ainda há uma que se destina ao meu
funeral. Mais um seguro de vida que ira
para eles e a poupança reforma. Tudo será para eles. Tudo está simplificado
sábado, 24 de novembro de 2012
Boas intenções
Em tempos de crise temos de ser solidários, uns para com os
outros. Eles os grandes querem-nos chupar até ao tutano, não fica nada. Eles
andam aí, as brigadas os radares. Ontem estava uma brigada logo à primeira
retunda da cidade e na estrada nacional 231 um radar. Não se sabe quem mas
provavelmente gente muito bem intencionada e que sabe que vivemos em crise,
colocou um placar enorme na estrada nacional 231 com a seguinte mensagem “ATENÇÃO
RADAR A 500METROS” Por aqui se vê a solidariedade não só para com as populações
cá residentes como também pelos poucos turistas que se dirigem à Serra da Estrela.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Bancária
Os meus melhores anos de faculdade foram sem dúvida os de
gestão. O companheirismo, a alegria, as festas e a praia. Ao fim de três anos
chegava-se ao bacharelato, e ai tínhamos que fazer estágio, os três meses ditos
de Verão finais de Junho, Julho, Agosto e princípios de Setembro. Eu fui fazer estágio num Banco para a Marinha
Grande, mais concretamente na freguesia de Vieira de Leiria. PRAIA. Uma amiga de faculdade tinha um
apartamento mesmo junto á praia e onde é que era o Estágio? Pois, Pois…Foi o
ano em que mais praia fiz…inesquecível.
Nunca gostei de gestão e trabalhar num Banco, embora para
muitos fosse algo muito aprazível para mim era detestável. Estar sempre bem
vestida, nada de calças de ganga, tudo pipi nunca foi o meu género. Mas passado
estes anos todos, acho que perdi uma grande oportunidade. É que eu vejo os que
trabalham nos bancos sem fazerem népia passam o tempo nos cafés. Saiu do
tribunal, lá estão eles à porta do Residencial a fumar, vou à camara e eles lá
continuam ou então estão a tomar altos pequenos almoços com os clientes. Ganham
bem fazem pouco. Eu queria um emprego assim, tive a oportunidade e porque achava
e continuo achar que os bancários são seres muito pouco trabalhadores e não primam muito
pela inteligência, deitei tudo a perder. Ficaram as boas lembranças da praia,
as noites as músicas a guitarra e os melhores amigos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
E uma ave Voa
...e uma ave voa a cada beijo teu...e eu não sei quem te perdeu...
Assim que vi esta foto, no facebook de um amigo lembrei-me logo desta frase... e aqui fica.
domingo, 18 de novembro de 2012
Amanhã Talvez
Eu – Também achas que estou muito doente???
Ele – Ao olhar para ti para o teu rosto, o que surge é o pesadelo do passado. Estás pálida, muito pálida, tens umas olheiras enormes, fundas é preocupante.
Eu – Todas as pessoas conhecidas me dizem isso.
Ele –Torna-se mais preocupante, ao saber que desistes-te .Os relatórios finais dos cinco anos, deitaste-os fora, nem quiseste saber o diagnóstico.
Eu – cansei-me, a luta foi dura muito dura…na vida cansamo-nos de tanta coisa, e olha eu cansei-me de lutar por ela. No fundo quero uns minutos de paz e sossego. Não quero pensar, não quero sofrer, não quero diagnósticos. Não quero.!! Sei que quando estiver novamente disponível para a luta pode ser tarde. Corro esse grande risco. Mas tudo tem um fim até a própria vida. Não estava à espera do que os que gostam de mim aceitassem a minha decisão. Dai os últimos dias serem difíceis, com questões e mais questões. E eu só quero paz, andar de Bike, ler um bom livro, tocar a minha guitarra, voar. As coisas que me deixam feliz.
Ele – no fundo eu entendo-te, quem é que aguentaria tanto. Mas entender, não é aceitar.
Ele – Ao olhar para ti para o teu rosto, o que surge é o pesadelo do passado. Estás pálida, muito pálida, tens umas olheiras enormes, fundas é preocupante.
Eu – Todas as pessoas conhecidas me dizem isso.
Ele –Torna-se mais preocupante, ao saber que desistes-te .Os relatórios finais dos cinco anos, deitaste-os fora, nem quiseste saber o diagnóstico.
Eu – cansei-me, a luta foi dura muito dura…na vida cansamo-nos de tanta coisa, e olha eu cansei-me de lutar por ela. No fundo quero uns minutos de paz e sossego. Não quero pensar, não quero sofrer, não quero diagnósticos. Não quero.!! Sei que quando estiver novamente disponível para a luta pode ser tarde. Corro esse grande risco. Mas tudo tem um fim até a própria vida. Não estava à espera do que os que gostam de mim aceitassem a minha decisão. Dai os últimos dias serem difíceis, com questões e mais questões. E eu só quero paz, andar de Bike, ler um bom livro, tocar a minha guitarra, voar. As coisas que me deixam feliz.
Ele – no fundo eu entendo-te, quem é que aguentaria tanto. Mas entender, não é aceitar.
sábado, 17 de novembro de 2012
Dos Dias
Depois de uma grande molha, de muita lama...granda volta de Bike. Decidi arrumar a cultura, arrumar os muitos livros que tenho no quarto. livros de Direito, Financeiros, livros de viagens...Livros que agoram ficaram arrumados numa linda estante. "Quem quer procura a cultura encontra sempre!". Depois, depois vem esta música para a guitarra. Um dia totalmente bem aptoveitadinho.
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