sábado, 31 de janeiro de 2009

I,m Alive


Contrariamente ao que os médicos me disseram, hoje fui à serra vi a neve brinquei com a neve, esquiei. Fui sozinha quando se vai ter com a nossa paixão vai-se só. Fui comedida não pensem que esquie feita louca nada disso, o meu corpo ainda não aguentaria. Ainda estou frágil tenho pouca força…Pela primeira vez em sete meses de sofrimento senti-me viva…os meus olhos reluzem de tanta felicidade, tenho um sorriso enorme no meu rosto….estou feliz…

Como viver sem estes momentos que me fazem sentir viva???? Não conseguiria!!!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O meu mundo mudou


O meu mundo mudou, os meus sonhos já não são mais os mesmos. Não tenho um grande sonho que gostaria de concretizar, daqueles impossíveis, que não passam disso mesmo. Os meus sonhos são aquilo que eu conseguirei realizar a curto prazo. Aqueles que realmente posso por em prática.

Nem sempre fui assim, mas por tudo que me aconteceu ultimamente mudei tornei-me mais realista. Aquilo que eu mais queria deixei de querer. Deixei de dar importância a determinadas coisas e passei a dar importância a outras, às pequenas coisas do dia a dia, às pessoas que me rodeiam.

Por um lado é bom....Mas por outro não sei...Mau...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


Gostos....


hum....bem...como diz o outro senhor, eu gosto é do verão!

mas também gosto de morangos maduros,

cheiro a terra molhada,

o som das ondas,

caracois com imperial gelada,

sessões triplas ou quatriplas de cinema,

yoga, meditação e reiki,

mediação, claro,

jazz jazz e mais jazz,

jantaradas noite fora,

serões à roda da lareira,

risos e sorrisos,

do exótico e diferente,

de andar pelas ruas de Lisboa em tardes de primavera,

descansar os ossos numa esplanada à beira-rio,

lêr até o sol raiar,

dançar até não poder,

cavalos,

girassois gigantes,

ouvir contar histórias,

descrições de lugares distantes,

vestir o preto e rodear-me do turqueza, do laranja, do verde, do lilás e do fúchia,

da bela da sardinha assada em tempo de Sto. António,

de corações grandes,

de surpresas boas,

do cheiro a côco,

do alentejo,

das minhas cidades à beira mar plantadas,

e mais, muito mais...

Deficiências


Deficiente
é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco
é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego
é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo
é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Mudo
é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico
é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

Diabético
é quem não consegue ser doce.

Anão
é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: A amizade é um amor que
nunca morre.

Mário Quintana

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Complexidade Racional...

Amas ou não uma mulher, mas não sabes porquê. Como hás-de poder saber a razão do bem e do mal?” Vergilio Ferreira

Apetece-me fazer esta pergunta tão intensa...Porquê?! Arranjar uma razão uma explicação...Porquê?! Porque é que necessitamos de ter uma explicação clara para tudo aquilo que fazemos, vemos, sentimos??

Quando toca aos sentimentos torna-se tudo mais complicado.Idealizamos uma mulher ou um homem, de forma mais ou menos consciente, e de repente, apaixonamo-nos por alguém que nada tem a ver com essa imagem. Isso baralha-nos completamente e a tendência para fazer asneiras é bem grande; outros há que se apaixonam pela pessoa que mais se assemelha a essa imagem e eis que o desencanto chega, porque afinal não há seres perfeitos; outros há ainda que ao encontrarem seres fantásticos os dispensam porque não correspondem à imagem que plasmaram na sua mente… Tudo isto faz com que cada vez nos sintamos mais sós, mais incompreendidos, mais vazios. Porque não deixamos as relações crescerem simplesmente?

Já sei andar à deriva...agir sem razão é muito complexo...coloca de parte a racionalidade humana. Coloca em causa a inteligência que os mais sábios insistem em defender, que nós humanos somos os únicos detentores dessa capacidade cognitiva.
Devemos Amar com naturalidade, amar sem reservas, sem tentar perceber porquê! É nessa procura racional de respostas que morrem os sentimentos!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Gosto de...


· Gosto de sorrir
· Gosto de cinema e pipocas á mistura
· Gosto de Café, viciada em cafeína,
· Gosto de música (o mp3 anda sempre comigo)
· Gosto do trabalho que tenho
· Gosto de estar rodeada de amigos e rir com eles
· Gosto de dançar
· Gosto de viajar
· Gosto de futebol, vou ao estádio e digo javardices, eu sei sou uma menina não devia dizer essas coisas, mas a garra é tanta.
· Gosto de computadores (viciada na internet)
· Gosto de ler e gastar boa parte do ordenado em livros (já não o faço com tanta frequência)
· Gosto de escrever, vicio.
· Gosto de honestidade
· Gosto de pessoas genuínas e frontais
· Gosto de uma boa conversa
· Gosto de um final de tarde à beira-mar, adoro o mar
· Gosto de uma declaração de amor
· Gosto de surpresas (apesar de ser uma chata a tentar adivinhar o que é)
· Gosto da minha família
· Gosto de calças de ganga daquelas rotas, maradas, sapatilhas de marca.
· Gosto de ser original e diferente (sem ser demasiado extravagante)
· Gosto de dormir até tarde e andar de pijama o dia todo
· Gosto de passear pela serra, esquiar na neve tão bom
· Gosto de espanta-espíritos, velas e incensos
· Gosto da natureza
· Gosto da vida em pleno.....

E vocês do que gostam?!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Love

"Love has nothing to do with what you are expecting to get — only what you are expecting to give — which is everything. What you will receive in return varies. But it really has no connection with what you give. You give because you love and cannot help giving. "
Katharine Hepburn

sábado, 24 de janeiro de 2009

Com ou Sem Cabelo...

Há uns tempos atrás viver sem cabelo não era um obstáculo!! Era um profundo vale... Quando fui à cabeleireira ia convencida a rapálo... mas corteio ficou mais curto. Agora ele continua a cair por mais tratamentos - ampolas que ponho - ele continua a cair. Estou outra vez a ganhar coragem para o ir cortar tem de ser.

Penso que eu não vou "viver sem cabelo" eu "vou existir sem cabelo". Há uma diferença, uma diferença feita de atitude que não serve tão bem quanto a um sapato já usado. Tratamentos outra vez, isto caso precise - estou preparada para tudo - ainda não sei os resultados dos exames ainda não sairam, mas caso precise... Significa CARECA...Humanamente penso que não é possível habituar-me à maneira como as pessoas me vão fixar. Mas o que elas irão ver - falta de cabelo, de sobrancelhas, de pestanas - preocupa-me menos o que elas irão ver.
Sou uma pessoa a viver com um Linfoma. SIM, esta bateu com força e deixa as suas marcas "bate-lhe tu também" digo eu "com a firme intenção de deixares a tua própria marca" Todas as vezes que saio, recordo-me que há pessoas (muitas) que preferem esquecer que esta doença existe. A realidade é que a não ser que encontrem um exemplo inesquécivel do que esta doença não pode fazer, nunca mudarão a sua forma de pensar.

Deixando de escrever sobre mim estas palavras que se seguem são para os médicos, as enfremeiras, técnicos de laboratório e recepcionista que têm estado ao serviço à mais de sete meses.
Um pouco de reconhecimento faz maravilhas.
Palavras de apoio quando o equipamento intravenoso falha pela terceira vez, histórias engraçadas mesmo depois de terem picado em todos os lados à procura de uma veia... As maneiras de mostrar quanto valor têm aqueles que cuidam de nós durante os tratamentos são inumeráveis.
Pensem um pouco. O cancro para eles é uma experiência diária. De certeza que os oncologistas já perderam mais doentes do que o número de pessoas que conseguiram curar. Todos querem ajudar foi por isto que escolheram este trabalho.
Contudo pergunto-me se, muitas vezes o fardo daquilo que fazem como soldados frente à grande batalha contra o cancro não pesa muito mais que a satisfação. Em grande parte é a confiança que exprimimos (verbal e emocionalmente) que os mantém motivados para fazerem o seu melhor.
Já gritei e continuo a gritar que aqueles que cuidam de mim são o que há de melhor!!!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E que tal um Fim de Semana...

Na NEVE... Pista de Esqui Serra da Estrela. Eu Vou.... Adoro a Neve.
Tenham um óptimo fim de Semana, Beijos.

P.S. É só para informar que devido ao mau tempo, este fim de semana não é recomendável a deslocação à Serra da Estrela. Prevê-se queda de neve acima dos 600 metros, o que vai provavelmente deixar as estradas canceladas. Ohhhhh.... Deixa lá fica para depois.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"Porque não"

A Probabilidade de vir a ter esta doença era quase nula. Não pertencia aos grupos de risco. E então questionei "Porquê".
Consegui convencer-me a mim e aos que me rodeiam a parar de perguntar "Porquê", e começar a perguntar "Porque não".
Aqui trata-se de Ganhar ou Perder.
À uns meses atrás não tinha a certeza se estava preparada para ganhar. Os tratamentos foram extenuantes, dias passados dobrada sobre a sanita, noites passadas a duvidar se ia começar o curso se chegaria a acabá-lo. E acabeio...
Hoje sei que sou uma vencedora.
Quando não me garantiram o próximo Natal, assustei-me. Mas o Natal já passou e eu ainda estou viva e isso é Bom.
Posso dizer que olhei com atenção para o mistério da morte, e não é nada quando comparado com a maravilha da vida. O meu olhar virou-se para a frente.
Todos deviam ter essa sorte!
Um olhar para o passado, diz-me que já tive mais do que tempo suficiente para mudar o meu estilo de vida e hábitos alimentares. Não estou a falar em fazer dietas. Estou a falar em ser saudável, porque a vida é boa. As mudanças não serão fáceis, mas se consigo aguentar os tratamentos de certeza que consigo dizer não a uma pizza, não aos bolos, não aos chocolates...
Estou a tirar uma fotografia do Futuro e ele inclui, definitivamente fazer o que quer que eu possa para obter um estilo de vida mais saudável.
Os resultados dos exames estão quase a chegar e eu estou confiante, embora sinta um certo receio mas é natural não. Tento Pensar Positivo.
Sabem gosto realmente daquilo que estou a ver surgir no horizonte do amanhã.
Todos deviam ter essa sorte!
Quanta sorte pode ter uma pessoa, Digam lá?
Hoje eu digo que se me fosse dada a oportunidade, não devolveria a minha doença, porque tenho aprendido tanto sobre mim própria e sobre a vida.
Bem acho que estou no meio de uma maratona, e sei que vou chegar ao fim. Tenho esperança de chegar. Cerca de 60% das pessoas que tem esta doença sobrevivem. E eu estou nesses 60%.
Quando se fala da batalha contra esta doença, não é importante quem vence, ou quando, ou como, eu clamarei vitória.
Por uma Andorinha

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Eu Adoro Voar...


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir as minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava da minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites a chorar até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores, perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas em frente ao espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer desaparecer.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta no meu canto.
Já sorri a chorar lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria estar calada, já me calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com um final feliz para dar esperança a quem precisava.Já sonhei demais, ao ponto de me confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro sinto-me bem.
Já cai inúmeras vezes a achar que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes a achar que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir o meu CORAÇÃO!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!
Gosto, das bebidas mais amarga, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Podes até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Vemos o que Esperamos


"Cada um vê aquilo que espera. Parece estranha esta afirmação. Vemos o que esperamos! É assim. Se o que espero são desgraças e tudo me parece já mal. Mas se o que espero (e sei que vem) é o Bem, tudo já são sinais desse bem. É isso que me purifica o olhar e me liberta de fantasma. Quem sabe que o bem vem, já vê o bem a vir. Vê com bons olhos, mesmo no meio do nevoeiro."
(in Não há soluções, há caminhos)
Este pequeno texto é uma verdade…
Quando os médicos, em Julho não me garantiram o próximo Natal. Interiorizei esta ideia e pensei sempre que não chegaria ao Natal. Passei a viver a vida em função desta ideia. Contava os dias que faltavam…No dia 24 de Dezembro, entrei em pânico, paralisei. Foi horrível passei a noite acordada não queria fechar os olhos… Por aqui vê-se que vemos aquilo que esperamos eu esperava algo de muito mau a morte… Se por acaso os médicos nada me tivessem dito, ou dissessem vai-se safar eu provavelmente teria outra atitude, faria tudo diferente… Hoje consigo achar piada às atitudes que tomei, é engraçado.
Vejam sempre as coisas pelo lado positivo se pensarmos negativo, afundamo-nos, batemos no fundo do poço.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Nada Dura Para Sempre

Nada dura para sempre.
Ouvi algures esta frase e retive-a, talvez por saber que é uma verdade. Não se trata de um saber intrínseco ou algo de género. É um saber vivido.
Nada dura para sempre.
Já perdi coisas que julguei imperdíveis. Pessoas que pensei eternas vieram assim como foram. Tudo muda. Eu própria mudei. A minha forma de viver adapta-se constantemente ao que tenho, ao que vejo, ao que se enquadra com o que me rodeia.
Nada dura para sempre.
Apenas aceito, apesar desta frase ter ficado a vaguear nos meus pensamentos. Se hoje quisesse descrever tudo o que mudou na minha vida nos últimos meses não o conseguira englobar em meia dúzia de linhas. Precisaria de várias folhas, vários dias, demasiado tempo no qual não seria capaz de transcrever tudo, pois por muito efémeros que sejam certos capítulos só uma experiência insusceptível de representação restou
Nada dura para sempre.
Assim é. Neste momento, não lamento tal facto. Limito-me a viver o presente sem conseguir prever o que virá. Acho que se deve a um receio que detenho do que virá...mas falar sobre isso ficará para outra altura.
Nada dura para sempre.
Por Uma Andorinha

Inventário da Normalidade


Resolvi fazer uma pesquisa com meus amigos sobre aquilo que a sociedade considera um comportamento normal. A seguir, listo alguns destes absurdos com que convivemos todos os dias, porque a sociedade considera normal:

1] qualquer coisa que nos faça esquecer nossa verdadeira identidade e nossos sonhos, e nos faça apenas trabalhar para produzir e reproduzir.
2] ter regras para uma guerra (Convenção de Genebra).
3] gastar anos fazendo uma universidade, para depois não conseguir trabalho.
4] trabalhar de nove da manhã as cinco da tarde em algo que não dá o menor prazer, desde que em 30 anos a pessoa consiga aposentar-se.
5] Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.
6] Uso de botox.
7] Procurar ser bem-sucedido financeiramente, ao invés de buscar a felicidade.
8] Ridicularizar quem busca a felicidade ao invés do dinheiro, chamando-o de “pessoa sem ambição”.
9] Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, ao invés de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.
10] Não conversar com estranhos. Falar mal do vizinho.
11] Sempre achar que os pais estão certos.
12] Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo as constantes brigas).
13ª] Criticar todo mundo que tenta ser diferente.
14] Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.
15] Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.
16] Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende pelo pomposo nome de “gravata”.
17] Nunca ser directo nas perguntas, mesmo que a outra pessoa entenda o que se está querendo saber.
18] Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar. E ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.
19] Achar que arte vale uma fortuna, ou que não vale absolutamente nada.
20] Sempre desprezar aquilo que foi conseguido com facilidade, porque não houve o “sacrifício necessário”, e, portanto não deve ter as qualidades requeridas.
21] Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável.
22] Estar convencido que toda pessoa famosa tem toneladas de dinheiro acumulado.
23] Investir muito na beleza exterior, e se preocupar pouco com a beleza interior.
24] Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos.
25] Em um meio de transporte público, jamais olhar diretamente nos olhos de uma pessoa, caso contrário isso pode ser interpretado como um sinal de sedução.
26] Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.
27] Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história
28] No hemisfério norte, usar sempre a roupa combinando com a estação do ano; braços de fora na primavera (por mais frio que esteja) e casaco de lã no outono (por mais quente que esteja).
29] No hemisfério sul, encher a árvore de natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.
30] À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda a sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.
31] Ir a um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar com as desigualdades sociais do mundo.
32] Comer três vezes por dia, mesmo sem fome.
33] Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.
34] Usar o carro como uma maneira de sentir-se poderoso e dominar o mundo.
35] Dizer impropérios no trânsito.
36] Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.
37] Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.
38] Dizer sempre “eu tentei”, mesmo que não tenha tentado absolutamente nada.
39] Deixar para viver as coisas mais interessantes da vida quando já não tiver mais forças para tal.
40] Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV.
41] Acreditar que é possível estar seguro de tudo que conquistou.
42] Achar que mulheres não gostam de futebol, e que homens não gostam de decoração.
43] Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.
44] Estar convencido de que ser uma pessoa boa, decente, respeitosa significa que os outros vão pensar que é fraca, vulnerável, e facilmente manipulável.
45] Estar igualmente convencido que a agressividade e a descortesia no trato com os outros é que são sinônimos de uma personalidade poderosa.
46] Ter medo de fibroscopia (homens) e parto (mulheres).
47] Finalmente: achar que a sua religião é a única dona da verdade absoluta, a mais importante, a melhor, e que todos os outros seres humanos neste imenso planeta que acreditam em qualquer outra manifestação de Deus estão condenados ao fogo do inferno.

Paulo Coelho in Warrior of The Light

domingo, 18 de janeiro de 2009


Átma vichára,
a meditação no Ser
Ramana Maharshi

Quem sou eu, que não sou este corpo?
Sou o ser (que é imaterial, imutável e imperecível).
Quem sou eu, que não sou esta mente que pensa?
Sou o ser (que é serenidade e paz).
Quem sou eu, que não sou os cinco sentidos?
Sou o ser (que é silêncio e comunhão).
Quem sou eu, que não sou as emoções?
Sou o ser (que é ponderação e equilíbrio).
Quem sou eu, que não sou sensações?
Sou o ser (que é satisfação).
Quem sou eu, que não sou desejo, necessidade, vontade?
Sou o ser (que é plenitude).
Quem sou eu, que não sou passado, presente e nem futuro?
Sou o ser (que é atemporal, eterno).
Quem sou eu, que não sou ego, personalidade?
Sou o ser(que é tudo).
Quem sou eu, que não sou os papéis que represento?
Sou o ser (que é a verdadeira natureza, a verdadeira identidade).
Quem sou eu, que não sou individualidade?
Sou o ser (que é uno).
Quem sou eu, que não sou orgulho e vaidade?
Sou o ser (que é simplicidade).
Quem sou eu, que não sou insegurança e medo?
Sou o ser (que é luz).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Emoções Veneno


Todos os aspectos de nós próprios que negamos, todos os pensamentos e sentimentos que consideramos inaceitáveis e errados acabam por se dar a conhecer nas nossas vidas. Quando andamos demasiado ocupados e atarefados, não prestamos atenção às nossas emoções, escondemos os nossos impulsos e qualidades revestidas de vergonha, o que nos coloca em risco de explosão. Numa questão de minutos quando menos esperamos um aspecto rejeitado ou indesejado de nós próprios pode emergir e destruir as nossas vidas, a nossa reputação. E isso é o efeito Bola de Praia.

Pegamos numa Bola de Praia e tentamos mantê-la debaixo de água, durante um período prolongado. No momento em que nos descontraímos ou desviamos a atenção, a bola salta para cima salpicando-nos. Por outras palavras a bola de Praia - os nossos impulsos reprimidos e o sofrimento não processado - salta e bate-nos na cara sabotando os nossos sonhos roubando-nos a dignidade, deixando-nos encharcados de vergonha.

Depois de sermos envergonhados, cada um de nós cria uma cortina de fumo que esconde do mundo exterior a vergonha profunda que sentimos no íntimo.E aparece o medo.

O medo desencadeia os nossos pensamentos mais destrutivos e dá origem a emoções como:o sofrimento, o desespero, a tristeza, a ira,a inveja e o ódio.

O sofrimento: o sofrimento não resolvido está na base de todos os comportamentos aditivos e compulsivos. E quando intensificado pelo nosso medo de confrontar os incidentes que nos magoaram em primeiro lugar, faz com que nos voltemos a magoar, fazendo coisas lesivas para nós e para os outros.

O desespero: o desespero despoja-nos da nossa autoconfiança e não nos deixa ver as possibilidades e oportunidades que estão mesmo à nossa frente. No seu auge, somos levados a magoar os outros e a nós próprios numa tentativa de encontrar um salva-vidas que evite que nos afoguemos na nossa amargura.

A tristeza: A tristeza saudável é uma emoção necessária. Dá aos nossos corações uma maneira de lamentar aceitar e por fim ultrapassar as desilusões da vida. Mas quando somos atingidos por perdas que não conseguimos compreender ou que nos recusamos a abdicar a tristeza enevoa a nossa visão, o que vai inibir a nossa capacidade de dar e receber amor e desfrutar da vida.

A Ira: Quanto temos medo, a ira é um sistema de reacção natural. Mas quando alimentada por demasiado medo e agravada pela vergonha, a ira saudável forma uma arma de destruição.

A inveja: a inveja é a protecção exterior das nossas inseguranças interiores. A inveja é o fogo interior cujas chamas podem crescer rapidamente, fazendo-nos reagir violentamente de modos mesquinhos e vingativos. No ensaio "Da vida e do sexo", o psicólogo Britânico Havelock Allis disse " A inveja é o Dragão que mata o amor com o pretexto de o manter vivo".

O ódio: é uma forma de projectar nos outros os sentimentos horríveis que não temos maneira de digerir. Quando projectado para o exterior procura incutir medo na pessoa que é odiada, mesmo quando a pessoa odiada somos nós próprios. A nível pessoal o ódio priva-nos do respeito por nós próprios, da dignidade e daquilo que todos nós procuramos - o amor.

De uma coisa podemos estar certos, se não tratarmos dos nossos medos destas emoções veneno, um dia eles tratarão de nós. Então a verdade acerca de nós próprios que nunca quisemos ver ou que fosse vista. Será exposta.”

Ideias retiradas do Livro "Quando as pessoas boas fazem coisas más" de Debbie Ford.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sempre a aprender a conhecer


Eu fico incomodada, e por vezes mesmo magoada, com algumas atitudes de certas pessoas, principalmente daquelas que me rodeiam.

Trabalhei durante dois anos com uma pessoa, era introvertida muito fechada, era inteligente isso era. Durante estes dois anos tentei conhecê-la pelas suas atitudes, era uma pessoa difícil, solitária uma vez disse-me que o amigo que tinha era o namorado não tinha amigos de escola nem de faculdade. Achei estranho...Precisamos de amigos, para rir para chorar para desabafar...Eu digo posso perder todos os meus amores e ainda assim sobreviver mas perder todos os meus amigos morreria de solidão. Tentei sempre conviver ao máximo com ela. As pessoas diziam-me a tua colega é tão estranha, nariz arrebitado, eu dizia sempre é o feitio dela mas é boa pessoa.

Por vários motivos acabou por ser despedida. Pensei que me dissesse algo, que se despedisse de mim. Mas não o fez. Não se despediu de nenhum dos colegas. Hoje ao chegar ao escritório uma delas disse-me "ela não se despediu de ti nem de ninguém, não fiques incomodada com isso, sabes durante estes dois anos de trabalho em conjunto posso te dizer que não consegui conhecê-la."

Realmente não consigo entender as atitudes dela. Se foi despedida foi com justa causa e não fui eu que a despedi, fiquei magoada.

Mas tenho consciência de que se me magoo ou permito que me magoem, o problema é todo meu. A bem dizer, na verdade eu sei que algumas pessoas não tem a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou são muito egoístas para perceberem que as suas atitudes magoam ferem...Fazer sempre o que queremos do nosso jeito, viver a vida a olhar para o nosso próprio umbigo, sem cedermos, sem discutir os próprios problemas, não sei se é uma vida fácil, apenas sei que é uma vida medíocre.
É pelas atitudes das pessoas que vemos quem realmente elas são. Para se conhecer alguém é preciso tempo

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Luta


Hoje,
Sobreponho-me à chuva ao frio de Inverno
E ofereço esta flor vestida de Primavera
A todos aqueles que violentamente foram
Surpreendidos e confrontados, com uma
luta desmedida
Acharam a força a coragem e a determinação
E nelas construiram o amor pela vida.
Hoje,
Sobreponho-me à chuva ao frio de Inverno
E ofereço também esta flor de aroma primaveril
A todos aqueles que não encontrando
Força dentro de si,
Viram frágeis adversários
No combate pela vida.

Se não soubermos que é impossivel, tudo é possível.
Quantas vezes desistimos de algo de alguém, de um sonho, de uma esperança ...
Porque alguém disse que não conseguiamos?
Quantas vezes fomos derrotados sem sequer começarmos a lutar?
Quantas vezes não chegamos ao destino, porque não chegamos a partir?
Quantas lutas impossiveis se travam todos os dias contra esta doença(cancro) implacável...
Dá que pensar não...
E que tal começarmos a lutar pelos nossos sonhos por mais absurdos que eles sejam...um dia pode ser tarde e não podemos voltar atrás não há mais tempo....
Eu já aprendi vou lutar por todos os meus sonhos as minhas ambições...só espero que não seja tarde...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Story

Era uma vez… Devia começar assim. Mas não…
Na minha curta história de vida já passaram algumas pessoas, pessoas que deixaram marcas, lembranças…
Uma delas é esta pessoa… Era uma jovem, de 30 anos de seu nome Rita. Cheia de vida, Feliz, casada com o homem da vida dela – dizia ela - com um filho de 2 anos. Enfim tinha tudo para ser feliz.
Mas adoeceu … Diagnóstico cancro nos intestinos. O mundo desabou… A luta começou, os tratamentos extenuantes os seus efeitos… durante um ano. Conseguia sempre sorrir. Metia-me confusão como alguém no meio de tanto sofrimento conseguia sorrir.
Quem já passou por isto e quem não passou, sabe que temos 5 anos e caso ele não volte estamos realmente curados. A Rita pensou sempre que estava curada. Eis se não quando num dos exames de rotina se descobriu que ele tinha voltado.
A decisão dela foi nada fazer…desistir. Não a compreendi, como a compreender???
Num dos seus últimos dias de vida ganhei coragem e fui vê-la ao hospital. Ia com raiva… Como pode alguém com 32 anos desistir de lutar pela vida??? Com um filho lindo um marido que a adora…Como???
Entrei no quarto – fiquei chocada com o que vi – perguntei-lhe “Tu tens noção do que estás a deixar para trás, o teu filho, o teu marido, a tua família” A resposta dela foi “ Vou deixar de sofrer e de fazer sofrer. Um dia irás entender-me eu sei que vais” disse “Nunca irei entender”. Sai fui incapaz de me despedir dela. Fui ao funeral e a questão que me vinha à mente era Porquê??? Porque não lutaste???
Agora digo que a entendo….Nunca se deve dizer nunca…
Ela teve a coragem de pôr fim a tudo…Por vezes para se desistir é preciso ter coragem. A pergunta que se me coloca é:
Terei eu a coragem da Rita????
Provavelmente não….
Irei lutar pela vida até ao fim das minhas forças, porque amo a vida ou porque tenho muito medo de morrer...
This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end

Ill never look into your eyes
...again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need...of some...strangers hand
In a...desperate land

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end.”
“The End” The Doors

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


Para quem conhece,

e para quem não conhece,

recomenda-se...


Terapia de Vidas Passadas
Brian Weiss em Lisboa

Picoas Plaza

Segunda-Feira, 19 Janeiro 2009, 18:30



" Médico psiquiatra, Brian Weiss aplica, desde os anos 80, um inovador método de terapia baseado na hipnose e na descoberta de vidas passadas. Tendo publicado mais de quarenta ensaios científicos nas áreas de psicofarmacologia, química cerebral, distúrbios do sono, depressão, ansiedade, distúrbios causados pelo abuso de drogas e mal de Alzheimer, atrai aos seus seminários pelo mundo centenas de curiosos e seguidores. Entre nós foram publicados deste autor bestsellers como «O Passado Cura» e «Muitas Vidas, Muitos Mestres». O guru norte-americano, de passagem pelo nosso país, aceitou o convite para uma sessão de autógrafos numa das livrarias Bertrand. No próximo dia 19 de Janeiro, pelas 18h30, quem passar pela livraria Bertrand Picoas Plaza poderá conhecer Brian Weiss em pessoa."

De igual forma o mesmo senhor vai dar cá um seminário, aqui fica a informação...

"Em Janeiro de 2009, o Dr. Brian Weiss estará em Portugal para um seminário. Este evento terá lugar no Hotel Altis, em Lisboa, a 20 de Janeiro, entre as 17h e as 22h.
O preço de entrada é de € 120.
Para inscrições ou informações: claudia.guimaraes@certame.com.pt ou 214406200."

Fica aqui também uma entrevista ao senhor...

"Entrevista a Brian Weiss

SAPO Mulher: Como é que tudo começou? O que o levou a dedicar-se à Terapia de Regressão?

Dr. Brian Weiss: Eu não acreditava em nada disto. Tenho uma formação muito clássica do ponto de vista académico. Tudo começou, na verdade, com Catherine, uma paciente, a quem fiz hipnose, pois queria levá-la à infância, onde os seus sintomas tinham começado. Acontece que a sua mente subconsciente viajou 4 mil anos no tempo. Ela descreveu uma vida, emoções detalhadas. Eu já tinha feito pessoas recuar no tempo, mas isto foi diferente das terapias tradicionais que até então tinha feito. Ela descreveu uma vida em que se afogou e depois desse relato os seus sintomas patológicos deixaram de manifestar-se. Eu como psiquiatra, queria (e quero) as melhoras dos meus pacientes. Embora estivesse ainda incrédulo com este processo menos ortodoxo, continuei a fazê-lo e a ver que, ao recuar a essas vidas passadas, os sintomas desapareciam. Isto foi há 22 anos.

SAPO Mulher: Como é que reagiu a esta “descoberta”. O Dr. Weiss tem uma formação científica?

Dr. Brian Weiss: Logo de início fiquei com uma sensação de assombro. Tenho, na verdade uma formação científica e, como médico, tenho também uma perspectiva pragmática. Por exemplo, se descobrir que colocando o polegar na testa de alguém, livro essa pessoa dos sintomas, vou repetir a experiência. Portanto, de início não acreditava, mas os resultados falaram por si. No caso de Catherine, os sintomas que tinha desde a infância desapareceram em cerca de duas semanas. Depois experimentei com outros pacientes e os resultados nunca deixaram de ser positivos. E por aí fora.

SAPO Mulher: Qual a grande diferença entre a hipnose e a regressão?

Dr. Weiss: Hipnose é meramente uma técnica, que consiste em focar a concentração de uma forma tranquila. Por exemplo, quando lemos um bom livro é fácil ficarmos mergulhados e deixar de sentir todos os estímulos exteriores. No estado de hipnose a memória está bem mais apurada, é possível regredir à infância, à altura que se está no útero materno e também a vidas passadas. Portanto, a hipnose é uma técnica; regressão quando se vai até vidas passadas. Em vez da hipnose pode-se recuar no tempo, também, através da meditação.

SAPO Mulher: Quando se fala em Regressão fala-se de um Ser que existe dentro de nós e que nos acompanha ao longo das nossas vidas. Qual a natureza desse Ser? O conceito leva-nos para alguma cosmogonia? A alguma crença religiosa?

Dr. Weiss: Essa “pessoa” que nos acompanha ao longo das vidas, somos nós – a nossa verdadeira natureza. Chama-se a nossa Alma ou o nosso Espírito. O nosso corpo físico, a pessoa que todos os dias se levanta e tem a sua vida, não somos nós. É só a manifestação física e temporal de um Ser verdadeiro intemporal. O nosso corpo é como a roupa que usamos: vestimo-la e tiramo-la no fim. Esta ideia leva-nos à cosmologia que nos diz que somos imortais, eternos. Somos almas. E este conceito está associado a todas as religiões em geral e a nenhuma em particular. E nesse “apanhado” acredito que essa energia da alma é Amor. Assim, quando penso em Deus, não penso num homem velho, barbudo, etc, mas sim numa Energia que existe em todas as células do nosso corpo. É algo pouco ortodoxo e mesmo controverso, mas considero que existe apenas uma religião. E essa religião é o Amor. Entendo perfeitamente o Dalai Lama, quando diz: ”não abandonem a vossa religião para se virarem para o Budismo. Aproveitem os ensinamentos de Amor e Compaixão na vossa religião, pois estão mais próximos da vossa vivência e são Universais”. E, de facto, todas as religiões vão dar ao mesmo sítio - Amor, Compaixão, Não Violência… ou seja, aos níveis mais avançados da espiritualidade. Aliás, isto não é um plano meramente esóterico. A própria ciência está a chegar a conclusões que crenças ancestrais dizem há milhares de anos. Com frequência, os monges budistas são convidados especiais em seminários de Física Quântica e eventos dos ramos avançados da ciência. E as suas mensagens de Compaixão podem ser lidas tanto na perspectiva Budista como à luz da espiritualidade sufi ou no credo cristão… É indiferente!

SAPO Mulher: Acha que todas as pessoas devem fazer regressão ou esta terapia é só para algumas?

Dr. Weiss: Mesmo sem sintomas a curar, considero que toda a gente pode e deve fazer regressão na sua vida. Mais do que por curiosidade, é um modo de nos conhecermos melhor, de evoluirmos no nosso plano espiritual.

SAPO Mulher: Quando reencarnamos vamos para sempre ao mesmo sítio de onde viemos anteriormente?

Dr. Weiss: Não necessariamente. Depende das lições que necessitamos de aprender. Trata-se de aprender o Amor, a Compaixão, a Paciência, a Caridade e outros valores espirituais e, para tal, tanto podemos ressurgir na China como na América, ser ricos ou pobres. Uma mulher é uma alma feminina grande parte das vezes, mas pode também reencarnar como Homem para saber o que é essa realidade. Pode-se reencarnar repetidamente aqui em Portugal ou Espanha, mas por vezes essa alma pode escolher uma materialização em África, porque lá necessita de aprender uma lição.

SAPO Mulher: Depois de tantos best-sellers em todo o mundo o que se segue agora na sua carreira?

Dr. Weiss: Agora sinto necessidade de partilhar experiências. Depois de tempos de pesquisa, da edição dos livros, sinto que devo expandir esses conhecimentos e estar mais próximo das pessoas. Acredito que agora é importante viajar; partilhar experiências com as pessoas. É a isso que estou agora a dedicar-me.

O dr. Weiss acredita em Projeciologia? Como define e como usar a nosso favor?

Dr. Weiss: Trata-se de uma projecção da consciência para fora do corpo. Nos Estados Unidos e provavelmente noutros sítios, os cientistas estão a pesquisar um fenómeno chamado “non local consciousness”, ou seja um processo de consciência não limitado ao cérebro ou ao corpo que, mesmo assim, nos permite estar “a par” de acontecimentos distantes. Não creio que a alma tenha necessariamente que sair do corpo. Há pessoas que acreditam nisso. Em penso que é apenas uma expansão da consciência através de canais energéticos. Os Governos russo e americano estão a realizar experiências com pessoas com ditos poderes psíquicos que, mesmo sem conhecimentos prévios, conseguem descrever e localizar bases militares no outro lado do mundo. As descrições são confirmadas por satélites. É verdade que as pessoas conseguem ver à distância, ter projecções e , também, receber informações, como por exemplo de alguém que morre. Isto está sempre a acontecer, e a ciência está a interessar-se por estes “mistérios da consciência”.

- Quais os eventuais perigos de fazer uma regressão com alguém menos preparado para o fazer?

Dr. Weiss: As pessoas já têm os sintomas e a regressão é a descoberta das causas. Portanto, não se criam sintomas. Mas se a pessoa que está a orientar não tem muita prática, o perigo é fazer com que a pessoa acelere o ritmo próprio do paciente. O bom terapeuta vai à "velocidade" do paciente e não tenta acelerar. Se o fizer, os efeitos talvez fiquem abaixo das expectativas.

- A regressão individual poderá ter algum tipo de contra indicação? Será que não podemos ter acesso a uma informação para qual ainda não estamos preparados para resolver?

Dr. Weiss: As informações que recebemos vão ser sempre uma ajuda para superar. Aliás, percebe-se quando as pessoas estão ou não prontas. O que lhes é dado a ver é que o as pessoas estão preparadas a ver. Isto é como nas terapias tradicionais: deixar ir o paciente ao seu ritmo, respeitar o seu timing; senão, o máximo que acontece é não haver resultados ou efeitos.

- Qual a lição mais importante que aprendeu, ou que está a aprender, com esta sua vida?

Dr. Weiss: O mais importante não é ter conhecido a reencarnação, mas sim saber que continuamos; que o nosso corpo morre e nós não; saber que não morremos porque nunca nascemos. Entramos e saímos dos corpos.

- Embora ainda seja prematuro, pois ainda não é possível na prática efectuar esta experiência (pelo menos que se saiba oficialmente), gostaria de saber a sua opinião em relação a futuros clones humanos. Ou seja, acha que estes teriam as mesmas vivências do clonado ou não teriam absolutamente nenhum registo de vida anterior?

Dr. Weiss: Se alguém é um clone tem origem numa célula, que contem todo o DNA e material responsável pela memória e definição genética. Mas a memória de que se fala em regressão nada tem a ver com a genética. Por exemplo, se construímos um carro e depois fazemos outro igual, ambos são entidades diferentes. No caso da clonagem, a genética pode ser idêntica, mas a alma não. É como com os gémeos verdadeiros, podem ser iguais do ponto de vista genético mas são entidades diferentes do ponto de vista espiritual.

Amor Para Recomeçar


Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo! Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Pra recomeçar
Pra recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Pra você não deixar
De duvidar...

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Pra recomeçar
Pra recomeçar
Pra recomeçar...

A música é do Frejat


Desejo para todos quantos visitem este blogue um bom fim de semana...Beijo...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Eu Mesma...


Por vezes não sou boa em definições, assim como muitos permaneço no “anonimato”, não que tenha medo, nem tão pouco receio, apenas gosto do mistério. A máscara criada por mim - entendam como quiserem – é analisada por aqueles que me vêem, aqueles que tentam decifrar-me, sendo assim a realidade pode não estar tão distante da imaginação. A graça maior está em imaginar, criar e recriar, quem é o ser amado ou odiado, senão aquele que integra o nosso padrão.Posso ser a mistura de definições, como posso também ser apenas uma, gosto do desconhecido, do imaginável, do que pode ser sonhado, da antítese, até mesmo da saudade. Singularidade é a diferença dos seres, a desigualdade de agir, a divergência de pensamento; a minha singularidade começa pelo nome, que diz ser de Deusa. Em Roma, (a Artemis Grega) era a Deusa da lua e da caça, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gémea de Apolo. Também foi nome de uma Princesa.
Na minha bagagem tenho histórias de vida, de lutas e de gente, gente que contribuiu e contribui com a construção do meu eu.
Logo, sou mais acessível do que muitos pensam, estejam estes perto ou longe, sejam meros conhecidos ou íntimos, basta estar, basta querer...

Por uma Andorinha

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Relogio marca o tempo

O tempo passa na frente dos meus olhos, com a sua imponência magistral
revelando-me que espero demais e que não posso alcançar,
mas,
Se eu avançar o sinal vai chegar mais depressa,
Estou enganada, porque o tempo é o senhor de tudo e de todos é ele quem move o universo.
Quando estou feliz, o tempo parece que passa depressa,
mas,
Quando a tristeza vêm, as lágrimas correm pelo meu rosto
O tempo arrastasse por entre os ponteiros,
como se cada ponto do relógio dormisse e acordasse no mesmo lugar.
E estranho pensar no tempo que perco em momentos que não deixam sinais,
e é mais estranho ainda,
Que alguns momentos por mais breves que sejam marcam como se fosse a vida inteira.
Quanto tempo eu gostaria de ter para me dedicar a mim mesma e aos outros?
Quanto tempo eu precisaria para fazer tudo que tenho vontade?
Eu vou dar um tempo a mim mesma.
Vou voar.
Eu vou fechar os meus olhos e dormir mesmo que seja um sono breve, que me faça descansar no tempo.
Deixo que ele passe na frente dos meus olhos,
vou roubando os segundos,
e faço o meu tempo devagar......


Por uma Andorinha

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Pessoas que passam


Não importa por quanto tempo nós vamos estar presente na vida de alguém, o que importa mesmo é o que se vai deixar de mais verdadeiro. Seja a nossa irritabilidade frequente, o nosso sorriso mais sincero, a nossa mentira mais bem contada, o nosso choro mais triste, a nossa rebeldia, a nossa piada mais engraçada, a nossa antipatia, a nossa sociabilidade, a nossa capacidade em ver o lado bom das coisas, o nosso egoísmo, o nosso abraço mais apertado, o nosso pessimismo, a nossa inteligência...Sempre vai haver alguém que se lembra de nós, seja por um breve momento ou por uma eternidade. E é engraçado não é? Convivemos com as mesmas pessoas durante anos, e depois disso não sabemos que rumo elas levaram. Foi isso que aconteceu com as pessoas com quem estudei, e é isso que vai acontecer com um muita gente que eu ainda vou conhecer, porque a vida é assim, as pessoas vem e vão.


Durante a nossa vida:Conhecemos pessoas que vem e que ficam,Outras que, vem e passam. Existem aquelas que,Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar...

Charles Chaplin