sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sou duas mulheres

Existem duas mulheres dentro de mim. Uma é ética, temente, sóbria, regida por princípios; a outra é passional, apaixonada e egoísta. Todos nós somos assim, temos o nosso lado bom e o nosso lado ruim. Assumo os meus defeitos. Sou humana.
Sou também uma mulher sentimentalmente burra. Inconstante às vezes, exactamente porque vivo numa guerra constante com estas duas mulheres que vivem em mim. Uma auto-julga-se, a outra joga-se no abismo pela adrenalina do salto, sem temer a dor da queda, sempre inevitável.

Tenho um coração de manteiga derretida, escondido dentro de uma falsa armadura. Ele derrete-se por um alguém. Penso nele todos os dias não devia pensar para assim me tentar manter sóbria do vício e da loucura que é minha paixão por ele. Que loucura! Penso sempre, mas fico inerte diante de um sentimento que eu não quero sentir.

Odeio a inércia e ela persegue-me. Tenho um coração louco, desvairado e burro.

Sinto-me escrava desta mulher apaixonada e passional que vive em mim, contra a minha vontade. Eu odeio-a. Queria dar-lhe umas palmadas, dizer-lhe umas verdades, mas ela não me ouve e quando ouve, mantêm-se quieta por um tempo e volta em seguida a consumir a droga que a destrói: o amor. Fico inerte mais uma vez.

Por uma Andorinha

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Tomar a atitude certa nunca é fácil!!!

Tomar a atitude certa nunca é fácil. Começo a acreditar que esta afirmação é verdadeira. Sempre que precisei abdicar de algo que eu queria ou amava, pelo simples facto de que essa era a atitude correcta, senti duas coisas profundas: uma era o alívio e a conformação da consciência, o outro a dor da perda, da desistência daquele caminho que estava na minha frente, um caminho que passionalmente eu queria seguir. Mas quem disse que o coração é tudo, o cérebro precisa de agir e as emoções ficam de lado para que a vida tome o rumo certo.
E o que é certo? Certamente nem sempre será o mesmo para uns e para outros. Cada um segue um ponto de referência, uma linha de pensamento, um princípio.
Princípios, não tem a ver com a sociedade, com normas pré estabelecidas, eles tem a ver com aquilo em que cada um acredita.
As nossas escolhas produzem consequências e precisamos de assumi-las. Tudo tem uma hora para acontecer e se não acontecer é porque não era a hora certa ou porque não era bom...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Hoje é dia de Lord SHIVA, o criador do yoga, assim aqui fica um pouco da sua história...


Há muitíssimo tempo, havia três grandes deuses, filhos do Grande Deus Desconhecido, assim chamado porque - segundo narram os sábios - nenhum homem podia Dele se aproximar, a menos que tivesse o coração puro e limpo e merecesse, por suas virtudes, a graça de Sua visão.
Estas três divindades eram, como seu próprio Pai, imaculadas. Brahma, o primogênito, teve por tarefa a criação de todo o universo; o segundo, Vishnu, dedicou-se á conservação e cuidado da obra de seu irmão; enquanto que o mais difícil de todos os trabalhos, coube a Shiva.
- Eu modelo os mundos disse Brahma - para que todas as almas manifestadas tenham a oportunidade de cumprir seu ciclo e retornar à Consciência de nosso Pai Celeste. E por esta razão que crio estrelas e gotas de orvalho, e algum dia, todos seremos novamente UNO. Tempo e Espaço poderão então descansar, pois ninguém necessitará deles.
- Eu cuido da tua obra - falou Vishnu -, e velarei por ela dia após dia, minuto após minuto, para que se mantenha tal qual tu a criaste. Não terei sossego enquanto existir uma só criatura que deva transitar pela "casa das formas" em busca da essência de nosso Divino Pai.
- E tu Shiva? - interrogaram ao terceiro.
- Meu papel é muito difícil, queridos irmãos. Os homens que me contemplam, mas que permanecem aferrados á matéria, verão em mim seu destruidor, porque certamente serei eu quem levará suas almas de regresso ao reino de nosso Senhor. Os sábios, em troca, amar-me-ão buscando-me; e eu, prazeiroso, procurá-los-ei para orientá-los no caminho de retorno àquele mundo do qual jamais voltarão; mundo esse que só podem habitar os homens que alcançaram o supremo estado de perfeição espiritual.
- Sim - disse Vishnu - teu trabalho é árduo, e poucos poderão entendê-lo. Deverás ensinar aos homens que todo este universo criado por Brahma, e custodiado por mim, é pálido reflexo do outro, o real, que mora no coração de nosso Pai. Deverás fazer com que entendam que, ficar apegado a estas formas plasmadas por nós, é pueril. O sábio vê o intimo das coisas, e se une á Essência Suprema da qual tudo isto provém.
Assim foi sempre, e o é ainda agora. Enquanto Brahma cria o cosmos, Vishnu o protege, e Shiva ensina ao coração de todas as coisas, o meio pelo qual atingir a divina meta. Shiva, deus da Misericórdia e do Amor, com infinita ternura, alerta os homens para não se extraviarem na busca daquela Essência Suprema.
- Se souberdes abandonar todos os bens terrenos - diz a seus discípulos -, podereis achar o caminho da Imortalidade, nunca antes. Deveis matar todo apego físico e mental às coisas transitórias, a fim de que vos ilumine a glória dos bens eternos.
E como bom mestre de almas, ele próprio pratica uma austeridade tão rígida, que se tornou conhecido como o maior dos ascetas religiosos. Nada possui na casa-criação de seu irmão Brahma; nela, nada lhe pertence, a não ser as almas que ele, ansiosamente, busca elevar para uni-las a seu Divino Pai. Ainda que príncipe, veste uma humilde túnica de anacoreta, anda descalço, não participa de festa alguma neste mundo, e tudo quanto faz é concentrar sua mente e seu coração naquela amadissima Essência. Na mais alta montanha da índia, lá nos Himalaias, costuma-se vê-lo junto aos monges penitentes que vivem nas neves orando ao Deus Supremo. Eles também adoram Shiva, que reconhecem como seu mestre; e dizem que ele mora no monte Kailasa, perto do lago Mansarovara. Nesse louvado cume onde só chega o vento gelado, ele fica submerso em profunda meditação, tentando colocar toda sua vontade e seu amor na tarefa de despertar almas.
O Kailasa é um monte estranho: quando Shiva está meditando, afirmam que o próprio céu estremece de regozijo, agita-se a neve de suas encostas e as altas montanhas inclinam-se reverentes para, ansiosamente perguntar-lhe:
- Ó misericordioso Shiva! Quando estaremos libertas de nossos corpos de matéria, a fim de nos unirmos outra vez Àquele, nosso Senhor?
Os sábios contam que numa ocasião, quando Shiva estava absorto em profundas meditações, pareceu-lhe por um instante que todos haviam abandonado suas formas materiais; não existiam já nem pássaros, nem estrelas, nem homens, pois tinham-se convertido nesse Grande Desconhecido. Ao ver a criação reintegrada a seu primeiro lar, sentiu-se tão feliz que, no meio do vazio infinito, começou a dançar. Essa maravilhosa dança de Shiva é evocada ainda hoje, em toda a Índia; assim, uma vez por ano os monges a representam, querendo significar com isto que chegará o dia em que o universo inteiro tornar-se-á uma Única Realidade.
Shiva nada pede a seus devotos; uma vareta de incenso, uma flor ou uma simples oração é suficiente para louvá-lo. Todavia, para ele também são louvores as lágrimas de todos os que sofrem as misérias da vida terrestre.
Existe uma árvore que particularmente aprecia, e sob sua generosa sombra costuma abstrair-se em longas meditações. Na Índia chamam-na bael, e os devotos do Misericordioso depositam aos pés de suas estátuas, flores, folhas e pequenas lascas dessa madeira.
Diz a tradição que um dia, quando Shiva orava ao Deus Supremo, foi atacado por uma quadrilha de ladrões que, o desconhecendo e acreditando que fosse um rei, não por suas roupas, mas por seu porte, golpearam-no com bastões de bael para roubar-lhe o dinheiro que, imaginavam, possuía. Shiva não interpretou este ato como uma agressão; ao contrário, pensou que se tratava de devotos que lhe ofertavam pedaços daquela madeira, de um modo muito particular; entretanto, o único que pareciam conhecer. Nem por um instante cogitou em castigá-los, e sim agradeceu-lhes a dádiva de seu amado lenho. Os ladrões fugiram espavoridos, pois não compreendiam como alguém podia sorrir e agradecer cada golpe que recebia.
Numa outra oportunidade, descendo de seu monte Kailasa, pôs-se a contemplar todas as criaturas. Assim, viu nas selvas dos Himalaias um poderoso leão, respeitado por sua ferocidade e admirado por seu porte, que perambulava pelos intrincados caminhos; observou o tigre, as gazelas, o cordeiro, os pássaros, descobrindo com profunda alegria os cuidados e esmeros que havia tido seu irmão Brahma quando lhes deu suas formas adequadas. Por uma ou outra razão, todos eles eram queridos, procurados e elogiados. Mas, ai! quanto sofreu ao ver as serpentes, fugindo sempre das águias, dos homens de todo mundo!
- Ó Senhor da Piedade! - queixou-se tristemente Takshaka, o rei das serpentes. - Ninguém nos quer; absolutamente ninguém! Homens e animais procuram sempre nos matar! Não há em todo o reino deste mundo, criatura mais desditosa que o réptil...
E o senhor Shiva, com infinito amor, alçou várias delas e lhes disse:
- Como ninguém vos ama, dar-vos-ei meu coração e proteger-vos-ei com todo zelo. E assim o fez. Para que ninguém as atacasse, acolheu-as junto de si. Timidamente, algumas se enroscaram em seus braços, outras em seu pescoço e cabeça. Desde aqueles remotos tempos, pintores e escultores vêm fazendo quadros e estátuas do deus Shiva e suas serpentes... Muitos procuram um estranho simbolismo neste fato, cujo verdadeiro significado é o infinito amor que Shiva prodigaliza aos desamparados. Entre estes, também está o homem. O Senhor da Misericórdia, dá abrigo àqueles que o mundo rejeita, pois sabe que o Deus Desconhecido depositou sua essência em todas as criaturas, ainda que estas sejam - na aparência - decrépitas ou mentalmente aleijadas. Eis porque ele também ama os maus Logo serão perfeitos - diz suspirando. - Chegarão a descobrir-se e ser realmente o que são, isto é, filhos de nosso Pai Celeste.
Desta forma, Shiva vai de era em era, de cultura em cultura, ensinando às almas o caminho do retorno à Morada Eterna.

Shiva representa o espirito santo no hinduismo.



A representação de Shiva


O trishula
O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio)

A serpente
A
naja é a mais mortal das serpentes. Usar uma serpente em volta da cintura e do pescoço, simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal. Na tradição da ioga, ela também representa kundalini, a energia de fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo um estado de hiperconsciência (samádhi), um estado de consciência expandida.

Ganga
No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d'
água. Na verdade é o rio Ganges (Ganga) que nasce dos cabelos de Shiva. Há uma lenda que diz que Ganges era um rio muito violento e não podia descer à Terra pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse e ele permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranqüílo, corresse pela Terra.

Lingam
Lingam ("emblema", "distintivo", "signo"), também chamado de linga, é o símbolo
fálico de Shiva. Ele representa o pênis, instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva.
O lingam é o emblema de Shiva. Na
Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.
É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa yoni, a
vagina, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.

Damaru
Ver artigo principal: Damaru
O tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo. No hinduísmo, o universo brota da sílaba /ôm/. É interessante comparar essa afirmação com a conhecido prólogo do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez."
É com o som do damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. As vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.

Fogo
Shiva está intimamente associado ao
fogo, pois esse elemento representa a transformação. Nada que tenha passado pelo fogo, permanecerá o mesmo: o alimento vai ao fogo e se transforma, a água se evapora, os corpos cremados viram cinzas. Assim, Shiva nos convida a nos transformarmos através do fogo da ioga. O calor físico e psíquico que essa prática produz nos auxilia a transcender nossos próprios limites.

Nandi
Nandi ("aquele que dá a alegria") é o
touro branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o touro branco, significa dominar a violência e controlar sua própria força.
Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está deitado, guardando o portão principal.

A lua crescente
A
lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas.

Nataraja
Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (
raja) dos dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.
Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.
A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."

Pashupati
Pashupati ("senhor dos animais", de pashu, "animais", "feras", "bestas", e pati, "senhor", "mestre") é uma das primeiras representações de Shiva e surgiu no neolítico, por volta de 4.000 a.C.. É representado com três faces, olhando o passar do tempo (passado-presente-futuro). A coroa em forma de cornos de búfalo evidencia a proximidade de Shiva com esse animal que representa as forças da terra e da virilidade. Pashupati está sentado em posição de meditação, o que nos faz pensar que as técnicas meditativas já existiam naquele período. Os quatro animais ao seu redor são o tigre, o elefante, o rinoceronte e o búfalo. Por ser o Senhor das Feras, Pashupati podia meditar entre elas sem ser atacado. Mas, há um outro simbolismo. Esses animais podem representar nossas emoções e instintos mais básicos como o orgulho, a força bruta, o ódio e a sexualidade desenfreada. Pashupati, então, é também aquele que domou suas feras interiores, suas emoções e convive sabiamente com elas. O Shiva Purana, conta que os deuses estavam em luta com os demônios e, como não estavam conseguindo vencê-los, foram pedir auxílio a Shiva. Shiva lhes disse: "Eu sou o Senhor dos Animais (Pashupati). Os corajosos titãs só poderão ser vencidos se todos os deuses e outros seres assumirem sua natureza de animal." Os deuses hesitaram pois achavam que isso seria uma humilhação. E Shiva falou novamente: "Não é uma perda reconhecer seu animal ( a espécie que corresponde no mundo animal ao princípio que cada deus encarna no plano universal). Apenas aqueles que praticam os ritos dos irmãos dos animais (Pashupatas) podem ultrapassar sua animalidade." Assim, todos os deuses e titãs reconheceram que eram o rebanho do Senhor e que ele é conhecido pelo nome de Pashupati, O Senhor dos animais. Esse textos nos mostra a ligação do Yoga primitivo com o Xamanismo.

Ardhanaríshvara
O lado direito da estátua é claramente masculino, apresentando os atributos de Shiva: a serpente, o tridente, etc. Do lado esquerdo, vemos uma figura feminina, com os trajes típicos, o brinco feminino, etc. Esse aspecto de Shiva representa a união cósmica entre o princípio masculino (Shiva) e o feminino (Parvati), entre a consciência (Shiva) e a matéria (Parvati).
As
cobras que Shiva usa como colares e braceletes simbolizam o seu triunfo sobre a morte, a sua imortalidade.
O filete de
água que se vê jorrar de seus cabelos é o rio Ganges. Conta a lenda que o Ganges era um rio muito revolto que corria na morada dos deuses. Os homens pediram para que o rio corresse também na terra. Porém, devido à violência do rio, seu impacto com a terra seria muito violento, terminando por aniquilá-la. Para resolver o problema, Shiva permitiu que o rio primeiro passasse por sua cabeça para amenizar o impacto com a terra, em seguida escorresse suavemente pelos seus longos cabelos.
Sendo o asceta eremita da Trimurti, Shiva é considerado o criador do
Yôga, que teria ensinado pela primeira vez a sua esposa Parvati.


OM NAMAH SHIVAYA





domingo, 22 de fevereiro de 2009

The Weekend

"Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d’oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?..."
Florbela Espanca

Vi a minha cidadezita invadida por turistas, é o Vá para fora cá dentro que é mais barato… Todos querem ver a NEVE. A cidade é pequena e entupiu subir à serra nem pensar, quando costumo demorar 30 a 40 minutos provavelmente demoraria uma ou duas horas. As pistas de esqui deveriam estar entupidas também. Levantei-me saí á rua e deparei-me com este cenário… Pensei vou BAZAR não gosto de confusões se bem o pensei assim o fiz… Meti-me no carro e fui ter com os meus amigos à praia eu e a minha guitarra…paragem praia do Pedrógão, Marinha Grande. LOUCURA; LOUCURA… Que saudades eu tinha destes encontros… Sabem quando andava a estudar Gestão, eu e os meus amigos estávamos a estudar na escola até às 4 horas quatro meia da manhã… depois íamos para a praia eu levava a guitarra e começava a festa… íamos desanuviar… o mais interessante nisto tudo era que todos éramos trabalhadores estudantes e ás nove da manhã teríamos que pegar no batente… Saímos da praia por volta das sete e meia, ir a casa tomar banho, tomar pequeno almoço e ir para o trabalho… RICA VIDA…
O encontro durou até as quatro e tal da matina, pois o jantar tinha de ser, e depois tocar e cantar na praia. Estava um vento gelado, acho que me constipei… Sei que depois fiz 200 Km e cheguei a casa por volta das seis e tal da matina estou que nem posso…

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pensar

“A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.”
Fernando Pessoa

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Frustrada...

Com o passar dos dias a vida volta à normalidade, se é que se pode chamar isso… Não é a normalidade que eu desejasse, essa não sei se algum dia a conseguirei ter.
Com o passar dos dias vou tomando noção dos meus limites, aquilo que eu não consigo fazer e sinto-me frustrada… Queria que tudo fosse como antes, como há dois anos atrás… Estou a pedir muito??? Não tenho força, sinto-me muito cansada, não consigo dormir, tenho dores. Ultimamente tenho abusado, tenho ido jogar ténis, vou esquiar para a serra…Abusei…
“Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga.”
Fui ao IPO e estive com o meu oncologista. Com ele tenho uma relação estranha, refilo com ele, converso com ele, ouço o que ele me diz…Eu sou mesmo assim…
Disse-me que tenho de ter muito cuidado, esquecer por uns tempos os desportos malucos, dormir oito horas, fazer uma alimentação cuidada. “
Pensei que não se safasse, quando lhe disse que não lhe garantia o próximo Natal, tinha quase a certeza que não chegaria lá, o seu sistema imunitário estava completamente decadente. Quando a vi a cinco de Janeiro, pensei como pode estar viva, tenho dores disse-me você, ainda bem que as tem é porque está viva, pensei eu. Já tive muitos doentes que me deram luta mas você foi demais… SE VOCÊ PENSA QUE EU VOU MORRER ESTÁ MUITO ENGANADINHO, e não é que estava!!!”
Mas agora não consigo habituar-me ás minhas incapacidades, quero correr, quero saltar, quero jogar ténis, quero esquiar… Como posso viver sem isto, não consigo.
“O ser Humano habituasse a tudo basta ter uma enorme força de vontade e você tem de começar por aí ter força de vontade para mudar”. Onde vou buscar a força de vontade??? Dentro de mim, sei…
Preciso de estar só, estava tudo combinado para passar o fim-de-semana com os amigos mas não vou, preciso estar só…preciso de pensar, arrumar as ideias. Criei uma ilusão e com ela veio a desilusão.
A vida nada mais é do que a sala de espera para a morte. (autor desconhecido)

Ilusão

"As ilusões perdidas são verdades encontradas."
(Multatuli)

A facilidade com que criamos ilusões é impressionante.

Como muitos de nós não gostam da realidade que vivem, criam outra, mas o resultado é… a desilusão.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

(Des)Arrumação

Começo desde já a dizer EU NÃO SOU DESARRUMADA!!! Tenho apenas uma noção diferente de arrumação e organização. O que normalmente deixa as pessoas chocadas. E dá azo a determinados comentários tais como “ a sua secretária está tão cheia que tenho de pedir autorização a meia dúzia de papeis para encontrar um clipe” ou “que desorganização você tem que se organizar”. Eu tenho o meu próprio método de arrumação o que por vezes é injustamente confundido com: Tudo ao Molho.
O exemplo está na minha secretária. Ela está sempre arrumada! Só porque tem um monte de papéis em cima, não quer dizer que eu não saiba onde está tudo! Ou então quer!!! Mas pronto, eu gosto da minha arrumação assim, sou arrumada à minha maneira.
Eu sei há quem tenha uma maneira peculiar de arrumar as coisas, aqueles arrumadinhos, que tem tudo bonito a brilhar e que põem etiquetas provavelmente até na roupa com o dia da semana em que a devem usar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Passado

Tenho saudades de tempos passados. Sinto falta da experiência, da descoberta que vivi durante três meses. Foi intenso, descobri-me a mim mesma... Descobri coisas que desconhecia de mim. Tenho saudades daquelas pessoas eramos um grupo unido e amigo. Sinto falta de testar caminhos desconhecidos e aprender a lidar com a novidade.

Às vezes, gostava de acordar e viver de novo um daqueles dias. Bastava-me um. Apenas para relembrar, sentir de novo, viver de novo como se não houvesse amanhã.

Sei que foi uma experiência que passou....

No entanto, soube bem alterar completamente o previsivel...

Sinto saudades vossas... Beijinhos


"Change is the essence of life,

Be willing to surrender what you are

for what you could become"

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Profundamente Irritada...

Ando com uma revolta dentro de mim, irritada mesmo. Se neste momento estivesse frente a frente com uma certa pessoa ouviria tudo o que tenho entalado aqui na garganta. É muito complicado para mim ficar calada quando tenho algo por dizer.
O que me mais irrita é que já era altura de ter ultrapassado tudo isto. Em vez disso, não guardo tudo na minha memória…
Sei que me meti com o fogo e quem se mete com o fogo pode-se queimar, mas não me meti sozinha Eu vi a minha vida quase ser alterada por acções egoístas e egocêntricas. Em parte, tenho passado tempos terríveis, por causa de alguém que não tinha o direito de agir como agiu. Tento falar com a pessoa e a resposta é o silêncio, nada diz… detesto estas acções. Aqui é caso para perguntar quem foge de quem e do quê???
Não consigo. Não consigo ficar indiferente a tudo o que se passou. É revolta, por nunca ter tido a oportunidade de ter confrontado a pessoa.

Nas asas do tempo...

"Nas asas do tempo, a tristeza voa."
(Fontaine)
Não há nada que não “voe”, que não se torne distante com o nosso grande aliado: o tempo.
Ele relativiza e redirecciona perspectivas.
Tempo leva-me a tristeza…

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Amar é como Voar!!!




"Amar é como voar! É sentir a sensação de estar no alto, é ter medo de cair! É fazer dos pesadelos sonhos, é sentir-se pequenino perto de quem ama! É sentir-se grande ao se saber amado!"


Feliz dia de São Valentim!

Ausência...

O ar que vem do mar sopra nos cabelos nas noites em que os sonhos distantes são (re) visitados.
Brisa do mar.
Brisa leve.
Brisa de mim.
Brisa de ti.
Tão suave...
Sussurro noturno entre os braços ansiosos e a boca molhada.
Lua no céu.
Sal no mar.
Lágrima de saudade.
Sorriso de lembrança.
Brisa de sonho.
Suave...
A canção em acordes vibra na ausência.
Melodia no ar que vem nas noites escuras.
Desejos.
Brisa de abraços.
Brisa de carinhos.
Afago da onda do mar nos pés.
A onda que canta.
A onda que docemente acalma.
Brisa de amor que já se foi.
Brisa de mim.
Brisa de ti.
Tão suave.
A onda que vai embora leva a saudade que fica no ar.
Que fica no mar para sempre...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Eu continuo a acreditar...

Tenho o hábito, cultivado desde a infância, de "colocar no papel" as coisas que reflicto. Gosto muito de escrever (embora me falte talento). Gosto mais ainda de comparar as minhas concepções, reflexões e pensamentos, com os diferentes estágios de meu crescimento. Fico sempre muito feliz ao perceber que mesmo com o passar dos anos, certas ideias insistem em permanecer...

Obviamente, alguns objectivos alcançados dão lugar a outros que, finalmente, encontram terreno fértil para se desenvolverem. Mas o melhor de tudo é a certeza de que não tenho deixado de lado os meus princípios, que continuo a acreditar em coisas contra as quais o destino, às vezes, parece estar do contra.
Acredito que coisas boas acontecerão, mais cedo ou mais tarde, basta apenas que eu continue a fazer a minha parte.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009


Porque é importante vermos para além dos nossos olhos,

Porque é importante sabermos conhecer o nosso corpo,

Porque é importante sabermos a influência do nosso corpo na nossa mente,

Porque é importante sabermos a influência da nossa mente no nosso corpo,

Porque é importante que tenhamos a consciência de que a nossa essência não é o corpo fisíco,

Aqui fica um link para uma sumária introdução á realidade dos chakras...

Live and learn...

Eu e a minha Guitarra

Já algum tempo que não pegava na minha guitarra talvez por causa da melancolia dos ultimos tempos ...confesso tinha saudades dela...aquela sonância faz parte da minha vida.

Tenho-a desde dos meus 10 anos...está sempre presente na minha vida, nos bons nos maus momentos do concerto da minha vida... De á uns tempos para cá ficou ali no canto do quarto, apenas olhava para ela e pensava um dia voltarei a tocar...hoje toquei, toquei para esquecer a saudade a tristeza, a dor, a dúvida que carrego no peito...

Posso dizer que mantenho uma relação com a minha guitarra ora de prazer ora de desprezo...mas na verdade no momento certo juntamo-nos e juntas somos invenciveis e imperturbáveis.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Há uma diferença entre eutanásia e deixar morrer

Existe uma diferença fundamental entre matar e deixar morrer.
A primeira opção sempre me pareceu um crime objectivo, que nenhuma sociedade civilizada deveria tolerar.

Uma negação da ética médica, desde logo, porque a medicina existe para curar, não para matar. E a impossibilidade de cura não implica, logicamente, a transposição da fronteira que nos conduz para o homicídio puro e simples.

O "direito à morte", proclamado pelos defensores da eutanásia, sempre me pareceu uma forma de defender o "dever de morte" quando a vida humana não pode ser vivida na sua plenitude.
Acontece que é possível não viver na plenitude das nossas capacidades físicas e, apesar de tudo, levar existências válidas e mesmo felizes.

Legitimar o "direito à morte" não é mais do que aceitar que algumas vidas, apenas porque são marcadas pela doença, ocupam um patamar inferior de dignidade.

Existe uma diferença fundamental entre matar e deixar morrer.
E a segunda opção, ao contrário da primeira, é precisamente o que sucedeu em Itália. Eluana Englaro teve um acidente de viação há 17 anos. Em coma irreversível durante esse período, a existência de Eluana é suportada por máquinas que fazem o trabalho por ela. Não falamos de uma vida.


Eu vou para o ar..

Eu vou para o ar
No azul mais lindo eu vou morar...
Eu quero um lugar
Que não tenha dono
Qualquer lugar...
Eu quero encontrar a rosa dos ventos
Para me guiar....
Eu Quero ser uma Andorinha
E só voar...
Aqui onde estou
Esta é minha estrada por onde eu vou
E quando me cansar
Na linha do horizonte
Eu vou pousar...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Chove...

Chove...
Mas isso que importa,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino de quem ama
ouvir um violino até na lama.
José Gomes Ferreira

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A Verdade

A confirmação da verdade pode proporcionar uma variedade de sensações.
Alegria, paz, leveza, tristeza, raiva...
Mesmo trazendo a dor, mesmo que doa, perturbe;
Prefiro sempre a verdade, a verdade absoluta.
A dor vem, o coração dói porque quando a verdade é assim, plena, ela é não tem saída..
sem nada contraditório, sem ilusões, por isso a dor.
Mesmo com ela, que seja verdade.
Na dúvida, a verdade ...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Conferência NÃO!!!

Fui convidada a participar numa conferência sobre o cancro, para contar a minha história… Como se fosse uma Heroína. Um exemplo de vida para alguém… NÃO, não sou uma heroína nem um exemplo de vida para ninguém. Sempre fiz tudo ao contrário do que os médicos diziam… Nos meses de Junho e Julho – meses de tratamento intensivo – deveria ficar em casa não sair, é óbvio que eu saia o que fez com que eu apanhasse uma infecção. Deveria ter repouso para me recompor, qual repouso fui trabalhar e tirar o curso. Numa das vezes paralisei foi a uma quinta-feira estive internada na quinta e na sexta no sábado levantei-me às sete da manhã para fazer 200km e ir para as aulas. LOUCA… O meu oncologista dizia-me “você vai morrer mas é porque quer, você não para” eu dizia “se eu parar morro pasmada”.
Pois mas não é só por isto é também porque estive para desistir já não aguentava mais., os tratamentos eram horríveis e dolorosos. Lembro-me de entrar no consultório do médico e dizer DESISTO NÃO AGUENTO MAIS ISTO É SUBHUMANO” e ele Então que veio fazer aqui, veio ver-me, era escusado fazer tantos quilómetros” a minha reacção foi sair disparada do consultório, quando cheguei ao carro comecei a pensar VOU MORRER, VOU MORRER, VOU MORRER.. NÃO QUERO, NÃO QUERO, NÃO QUEROVoltei fui ter com o médico e ele Eu sabia que você voltava. Vou-lhe dizer uma coisa as pessoas mais rebeldes são as que mais tem medo de morrer e você tem muito medo”.
Como posso estar viva???
Isto é um mistério que os próprios médicos não sabem decifrar… é a minha rebeldia o medo da morte digo eu…
Não estou totalmente curada o meu sistema imunitário está fraquinho… Vou-me aguentando… ESTOU VIVA e isso é muito bom…
Como podem ver não sou exemplo de vida para ninguém
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Desorientação

A falta de tempo tem dado cabo de mim, o telemóvel não para de tocar, no trabalho os processos acumulam-se tento arranjar um solução plausível mas não consigo. Ando de volta de leis de pareceres jurídicos, técnicos. Anda tudo doido esta tarde numa conversa com amigas de trabalho uma delas disse-me "olha para mim qualquer dia vais ver-me ao manicómio a bater com a cabeça nas paredes", acho que é o mesmo que me vai acontecer a mim...
Para além disto as pessoas que me rodeiam não entendem, cobram a minha falta de tempo eu digo "agora não posso" e elas não entendem. Confesso que desliguei um dos telemóveis o MSN está sempre desligado, não vou ver as mensagens de e-mail do hotmail e do sapo à muito tempo.Quero conciliar tudo e todos...eu tento.

Detesto este sentimento de cobrança com que me deparo. Como podem achar e não entender que tenho me esforçado por não deixar de lado ninguém. E se eventualmente, em algum momento, não estou disponível isso não significa que deixe de pensar nessas pessoas.
Tenho tentado repartir o meu tempo com as pessoas importantes e com o trabalho, de tal forma que deixei de ter um momento só meu...sozinha...sem que tenha alguém a acusar-me ou a pôr em causa a minha "organização pessoal".Tenho de parar. Não aguento muito mais este ritmo. Preciso de pensar, sossegar um pouco.
Mas para complicar combinei que neste fim-de-semana iria compor as minhas minutas de trabalho de acordo com as novas leis houve imensas alterações, lá se foi o fim-de-semana. As férias, essas que deveria ter tirado em Janeiro e não tirei também já foram, os Euros já estão na conta bancária. A entidade empregadora pagou-as disse-me "não posso prescindir de si"


"...a vida é um circo...mas numa tenda maior..."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Missing Piece...

There's a missing piece in my life, an empty space in my chest.
It cannot be filled with my tears or with laughter’s from anyone but you.
I can only say I still miss you.
You're the missing piece