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sábado, 25 de maio de 2019

sentimentos são seres vivos

Sorrir com os olhos, falar pelos cotovelos, meter os pés pelas mãos. Em mim, a anatomia não faz o menor sentido. Sou do tipo que lê um toque, que observa com o coração e caminha com os pés da imaginação. Multiplico os meus cinco sentidos por milhares e proponho-me a descobrir todos os dias novas formas de sentir.
Quero o cheiro da felicidade, o gosto da saudade, o olhar do novo, a voz da razão e o toque da ternura. Luto contra o óbvio, porque sei que dentro de mim há um infinito de possibilidades, embora sentimentos ruins também transitem por aqui, sei que devo conduzi-los com a força do pensamento até à porta de saída. Decidi não delegar funções para cada coisa que eu quero. Nem definir o lugar adequado para tudo o que de bom eu sinto. Os nossos sentimentos são seres vivos e decidem sem nos consultar. É a prova que na vida, os rótulos são dispensáveis e os sentimentos inclassificáveis.
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Há um momento.!



" Há um momento. Há sempre um momento em que a decisão é tão tua como o ar que te enche o peito. Conscientemente escolhes saltar, sentir o sabor salgado da vida renovada e a frescura de um abraço que nada traz de vazio. Há um momento em que te pontapeiam o centro da alma e tudo se vai. Esvazias, como um balão desamparado no céu escuro esquecido das luzes da feira. E não há oxigénio que te valha, não há molécula que te preencha. Esvazias-te de ti e de tudo e começas de novo. Ou recomeças, depende de onde tenhas encostado a caneta à berma do diário. De régua e esquadro desenhas aquilo que sabes de cor, onde as regras foram esquecidas e nada é certo. Piscas os olhos às luzes fortes e, mais uma vez, entregas-te ao prazer e ao que te faz feliz. Há um momento. Há sempre um momento em que és dona da tua pele e sabes que nunca ninguém seria tão bonito como tu dentro dela."

domingo, 8 de setembro de 2013

Sou boa no que faço.


"Sou boa no que faço. Gosto do meu tipo. Sou uma bonita estranha, ou uma estranha feia, tenho um aspecto diferente, que não comove nem passa despercebido. E dizem que sou inteligente, e a burrice do mundo é tanta que deixo a modéstia de lado e concordo. "
Martha Medeiros - (Noite em Claro)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Eu continuo a acreditar...

Tenho o hábito, cultivado desde a infância, de "colocar no papel" as coisas que reflicto. Gosto muito de escrever (embora me falte talento). Gosto mais ainda de comparar as minhas concepções, reflexões e pensamentos, com os diferentes estágios de meu crescimento. Fico sempre muito feliz ao perceber que mesmo com o passar dos anos, certas ideias insistem em permanecer...

Obviamente, alguns objectivos alcançados dão lugar a outros que, finalmente, encontram terreno fértil para se desenvolverem. Mas o melhor de tudo é a certeza de que não tenho deixado de lado os meus princípios, que continuo a acreditar em coisas contra as quais o destino, às vezes, parece estar do contra.
Acredito que coisas boas acontecerão, mais cedo ou mais tarde, basta apenas que eu continue a fazer a minha parte.