quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Rotulos


Cada vez me deparo no dia a dia com mais e mais estereotipos. Com rotulos de todos os tipos. As patricinhas, os punks, os loucos...enfim. Não acredito neles e não me encaixo em nenhum deles. O ser Humano é um ser extremamente multifacetado, multiétnico, multicores, multitudo! É impossível classificar pessoas tão diferentes, por mais que se pareçam iguais. Cabelos cumpridos, curtos, roupas, tatuagens não definem personalidades.

O que é ser Louco? Louco é o rotulo mais conhecido, mais comum, e será sempre rotulo. Os outros poderão sair de moda mas este está sempre lá. Até onde vai o limite da razão??? O que é ser normal??? Tudo uma questão de padrões. De ideias do ser humano pré-estipuladas por uma sociedade à procura da auto-aceitação.

Acho, no entanto, que a auto-aceitação depende de como aceitamos o outro como diferente. Seria chato se no mundo fossemos todos iguais.

O mundo é muito mais interessante, mais colorido com a multiplicidade.

"Louco (adjectivo): afectado por um alto grau de independência intelectual." (Ambrose Bierce)

Andorinha

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Uma Questão de Força




Eu tenho por hábito prestar atenção no comportamento humano, nas acções e atitudes que as pessoas demonstram diante de certos acontecimentos. Faço isto com amigos, conhecidos, qualquer um.
E nestas ocasiões que percebo como as pessoas são capazes de demonstrar força e fraqueza de diferentes formas. É engraçado (até) perceber como algumas pessoas gostam de se mostrarem fragilizadas e de como algumas pessoas gostam de se mostrarem fortes quando realmente não são nada disso.
A primeira encenação tira-me a paciência. Odeio falsos dramas. Mas a segunda causa-me pena.
Fortes? Não. Covardes.
Covardes porque têm medo da própria verdade. Covardes porque têm medo de assumir riscos. Covardes porque têm medo de assumir sentimentos. Covardes porque se escondem atrás de uma máscara ridícula que apenas os prendem a própria covardia.
Pra mim, pessoas fortes são aquelas que se arriscam no tudo ou nada: mostram o que é, mostram o que estão a sentir, mostram as suas verdades. Que vão, tentam, erram, acertam, levam todos os tombos e ainda assim sorriem. E quando pensam que estão no chão, levantam-se e partem pra luta de novo com um alvo no peito de outra cor.
Ser forte, é ter coragem de aceitar as alegrias e as tristezas que a vida oferece e aprender com elas. Disseram-me: "Tu não és a pessoa forte que eu conheci" e eu sou tola, em acreditar numa estupidez destas.
Eu sou mesma a pessoa forte de sempre e, que por ter coragem de enfrentar mais do que aguento, ando caída, derrotada, quase sem vida. Mas isso não significa fraqueza e sim tentativa. Tento, luto, sofro, caio, mas levanto-me.
Está a ser doloroso, penoso, mas tento arranjar força todos os dias, para apoiar-me nas minhas próprias pernas, tento ser forte, porque sei que aguento seguir de novo.
E como dizia meu amigo Rock (o tal do lutador):
"ninguém nunca vai bater tão duro e forte como a vida. Mas a vida não é sobre quão forte você bate. A vida é sobre quanta pancada você pode aguentar e ainda assim seguir em frente".
E eu sigo em frente porque sou forte.

Por uma Andorinha


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fragmentos...


Especial Natal...uma forma de agradecer às pessoas boas que estiveram ao meu lado durante este ano. Teve momentos bons e outros maus. Uma oportunidade de avaliar os avanços e os acidentes de percurso.
2008

- O trabalho, muito trabalho, aprendi imenso cresci. Adoro aquilo que faço....

- Realizei alguns sonhos,

- aumentei, renovei e fortaleci amizades,

- Voltei a estudar, tirei aquele curso tão desejado a muito custo mas consegui.

Estes foram os momentos bons...

Adoci a doença veio... É triste quando estamos a aprender a viver a vida temos de lutar por ela... a luta continua. Fui surpreendida e confrontada com uma luta desmedida. É uma luta quase impossível contra esta doença implacável.

Quero agradecer a todos aqueles que me apoiaram e continuam a apoiar. Aos orientadores do curso pela força pela compreensão, aos colegas do curso...Aos meus amigos.

E quero pedir desculpa aqui à minha mãe sempre que eu ia para o curso ela ficava a chorar e rezava pedia a Deus que não lhe levasse o Diabo (eu). É uma das que mais tem sofrido com a minha doença. Mas como lhe prometi vou estar viva no Natal (sei que não depende de mim mas eu tenho força) e passar o dia com ela e dar-lhe muitos beijinhos.

Desejo a todos um Feliz Natal e um 2009 com muita paz, serenidade, sorte, saúde e um €€€€ são bem vindos, com certeza..


Andorinha

sábado, 20 de dezembro de 2008

Voa


Voa
Deixa que o meu olhar te persiga...
Deixa que a minha alma te encontre...
Deixa que as tuas asas me ensinem,
A força com que enfrentas a tempestade,
A paz com que deslizas sobre a espuma do mar...
E deixa...
Deixa-te voar...
Voa...
Voa bem alto...
Voa...
Voa até onde ninguém te alcance...
Voa até onde ninguém te prenda...
Voa até onde só tu sabes...
Voa...
Voa bem alto...
Voa...
E é nesse teu voar que me inspiro...
Nas tuas asas que me solto...
Na tua força que me prendo...
Nessa ousadia que me rendo...
Voa...
Voa bem alto...
Voa...

Escrevi este poema para um amigo especial que mesmo distante permanece sempre no meu coração... Para ti que és especial... Flyer

Por Uma Andorinha

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Os Espelhos



Tal como num espelho, metade da humanidade revê-se na outra metade.

E pior: não gosta do que vê e tenta mudá-la.A realidade é que, como está a ver-se ao espelho, do não gosta é dela própria e o que tenta mudar é ela própria. Mas, como não sabe que é um espelho, não muda (porque pensa que é o outro quem tem de mudar) e continua a ver-se projectada no espelho sem mudar.Começa a perder a paciência e declara guerra à sua imagem projectada no espelho.

A tira para matar, parte o espelho e deixa de se ver. Acha que matou o inimigo quando, ao atirar ao espelho, deixou de se ver.

Assim, acha-se vencedora da guerra dos egos, por ter morto a outra metade da humanidade. A outra metade da humanidade não percebeu nada desta história porque estava voltada para o outro lado a atirar contra a sua própria imagem no outro espelho.

Resumindo: os seres humanos só vêm nos outros o que não gostam em si próprios e ainda acham que o outro é que tem o defeito.O Homem tem de começar a olhar para si, deixar de fazer projecções neste espelho tão maléfico. Ao deixar de projectar, olha para si próprio e finalmente consegue ver algo para realmente corrigir e trabalhar.


De: Alexandra Solnado


Pondo de parte juízos de valor precipitados comecei a ler de quando em quando textos desta senhora e muitos deles fazem muito sentido, daí postar este para partilhar.

domingo, 14 de dezembro de 2008

E se de Repente...


...e se de repente te saisse o Euromilhões:

o que é que farias?.... até que ponto iria o egoísmo falar mais alto e pensasses apenas em ti, o dinheiro era destinado só para as tuas coisas?


...e se de repente "alguém te oferecesse flores", até que ponto as irías aceitar sem questionar as intenções do ser que as ofereceu, iria a desconfiança deixar?

...e se de repente alguém que te magoou no passado te oferecer ajuda?... iria o orgulho deixar aceitar a ajuda?

...e se de repente estas três coisas acontecessem a uma pessoa próxima de ti... até que ponto a inveja te deixaria ficar contente por ela?

...o ser humano é assim, egoísta, desconfiado orgulhoso e invejoso...mesmo que só notemos em situações pontuais... e por vezes inconscientemente...tomamos decisões erradas por causa destes defeitos que nos acompanham...mesmo sem sabermos... sem darmos por eles...

Por uma Andorinha