Enquanto eu aguardar que me cresçam as asas,Perigo algum existe de me oferecer para extravio.
Posto de inércia da minha vontade, estático querer;
Onde ‘nuvens-táxi’ percorrem um recheado vazio.
Enquanto eu esperar um caminho por desbravar,
De nada tendo a certeza, convicta me posiciono;
Parque de estacionamento ocasional da eternidade;
Onde, gravada, me recordam a face do abandono.
Vivo na inércia, em lado nenhum, numa vila sem casas,
No princípio, quando te ganhava e te sorria de graça, voava;
Agora, vivo na esperança que me cresçam as asas.