quinta-feira, 9 de julho de 2009

Porque chora em mim...

Depressa a asa se desmembra,
Percorrido o braço
O osso dissimula-se nas penas.

Sangra num silêncio longínquo
O branco onde se desenha a queda
(todavia ascendente)...

Com os olhos toldados
Pela consciência empobrecida

Regresso ao silêncio onde as cores
Ainda têm voz porque a formulam
Em espelhos imortais.

A epopeia cresce no ritmo da palavra
Da árvore que nasce na sombra para
Acompanhar o movimento que o orvalho
Dos olhos deixa no caminho percorrido,
sinuoso e breve.

Porque Chora em mim
Uma Criança Triste...