Depressa a asa se desmembra,Percorrido o braço
O osso dissimula-se nas penas.
Sangra num silêncio longínquo
O branco onde se desenha a queda
(todavia ascendente)...
Com os olhos toldados
Pela consciência empobrecida
Regresso ao silêncio onde as cores
Ainda têm voz porque a formulam
Em espelhos imortais.
A epopeia cresce no ritmo da palavra
Da árvore que nasce na sombra para
Acompanhar o movimento que o orvalho
Dos olhos deixa no caminho percorrido,
sinuoso e breve.
Porque Chora em mim
Uma Criança Triste...