
"A dor não tem um princípio, quer dizer que se instala suave, como um animal a procurar a posição para dormir, depois apanha-nos devagar, lenta, em surdina. A dor tem consequências estranhas e improváveis, quase degradantes. Há uma vergonha associada. E não há qualquer espécie de compaixão ou vontade de celebrar este papel de vítima de uma dor, a minha dor, a que ficou no meu corpo, a única em que penso por ser paralisante de tudo o resto."
Patricia Reis