terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quando a minha hora chegar...

Quando a minha hora chegar, não tentem introduzir vida artificial no meu corpo, através de uma máquina!
Não me enterrem numa cova funda, não quero, não quero uma lápide com dizeres.
Quero as minhas cinzas deitadas ao mar… o mar que eu tanto Amo.
Se quiserem mesmo enterrar alguma coisa, enterrem os meus erros e as minhas fraquezas! Quando se quiserem lembrar de mim, olhem para o mar, olhem para o céu.

"Mar!
E quando terá fim o sofrimento!
E quando deixará de nos tentar
O teu encantamento!"
Miguel Torga