sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Cadeira Vazia


Sabes penso que tu és uma daquelas cadeiras reservadas a “personalidades”, que ficam vazias nos eventos.
Sim, daquelas que ficam ali, sozinhas, ocupadas apenas por um pedaço de papel com o nome da pessoa, enquanto, alguns anseiam ocupar aquele lugar. E isso é bom ou ruim? Na verdade, tanto faz.
Apesar do “nada” deixado pela cadeira vazia, já me acostumei a ela sozinha.
Assim como vens assim desapareces. Não permites que as pessoas sintam saudades tuas.
Preferes essa mesma não-saudade… esse modus operandi de ser cadeira-vazia.
Eu sei, mas, não consigo entender o porquê!
A saudade dos outros por nós implica em existir mais. Tornamo-nos reais na vida da pessoa.
Não gostas de existir, de ser real na vida das outras pessoas?
Gostas de ser vento.
Daquele que bate no rosto de vez em quando, deixa uma boa sensação, e segue.
Mas sabes que esse vento essa brisa às vezes deixa saudade???

"When I think about it
I know that I was never there or even cared
The more I think about it
The less that I was able to share with you
I try to reach for you I, can almost feel you
You're nearly here
And then you disappear
(Disappear, disappear, disappear)
(You disappear
(Disappear, disappear, disappear)"