sábado, 1 de junho de 2013

Reynaldo Gianecchini, em alta definição


É engraçado, encontrei várias semelhanças na luta que ele teve contra o linfoma não Hopkins.
1º. O tipo de cancro era o mesmo, inflamação no sistema linfático, cancro agressivo, afecta todo o nosso organismo.
2º. A descoberta, andamos tão ocupados com o nosso dia a dia que descuramos os sintomas, emagrecemos, temos febre, a garganta está inflamada, é normal quando aparecem os caroços,  no pescoço, aí ….vem o diagnostico.

3º. Começam os tratamentos, agressivos para um cancro agressivo tratamentos agressivos …tentamos encarar isto com normalidade.
4º. Tantos tratamentos o sistema imunitário fica em baixo nem as transfusões de sangue ajudam, foram duas, e eis que entra uma bactéria no organismo pronta para o destruir , e começa a faze-lo, a ele atacou os pulmões, a mim foi o estomago e o baço. Aí descobres que tens 30% de sobrevivência. A ficha caí, a mim aqui caiu, pensei que fosse o fim…

5º. Uma medula nova e a espera que ela cole, que ela cresça…
O que mais se sente neste processo todo é a solidão, podemos estar rodeados de pessoas mas ela está lá, somos nos que temos de lutar, aquela doença é nossa.

Também neste processo temos a maior aprendizagem de todas, a maior escola, cresce-se muito, mesmo sem querer, e descobrimos quem está connosco… quem está ali, os bons permanecem.
Ele aguarda os cinco anos…os meus já passaram…