Sentados numa mesa algures num bar, musica ambiente, uma garrafa de licor beirão, gelo, maços de
tabaco espalhados, cinzeiros cheios…debatíamos a palavra AMOR.
Quantas vezes disseste amo-te? Quantas vezes o sentiste? E
como o sentiste? Foi sempre igual? Diferente? Porquê? O que foi que aconteceu
no caminho?
Crescemos a ouvir amo-tes em todo o lado. E quase que nos
sentimos obrigados a dizê-lo também, com receio de que algo fosse faltar à
nossa existência.
Hoje já não dizemos. Ganhámos esse direito. Somos mais reais
e mais maduros. Já não nos deslumbramos da mesma forma, o que não é
forçosamente mau. Apenas não é igual.
Descansamos.