“Há um tempo para amar e outro para ser amado, da mesma
maneira que há um tempo para falar de amor e outro para dizer que se ama. Tudo
acontece numa sequência natural traçada pela própria vida. Tudo conspira entre
si para que o amor faça parte dessa mesma vida. Apenas o medo faz com que as
pessoas prefiram ser amadas do que amar, assim como falar de amor do que dizer
que amam. São poucas as que falam uma linguagem diferente desta. Para a maior
parte, falar de afectos é como revelar um segredo de si mesmas. É exporem-se
sem volta possível. É falarem do que de mais frágil as identifica. Felizmente
para outras, falar de amor é uma consequência natural de não terem medo de
poder vir a amar. É dizerem que amar e ser amado é melhor do que só ser amado.
É acreditarem que sem amor nada faz sentido, nem mesmo a ausência do próprio
amor. É ousarem falar de amor mesmo sem nunca se terem apaixonado.”
José Micard Teixeira
Dici che il fiume, trova
la via al mare
E come il fiume, giungerai
a me
Oltre i confini, e le
terre assetate
Dici che come fiume, come
fiume
L'amore giunger,
L'amore
E non so pi pregare
E nell'amore non so
pi sperare
E quell'amore non so
pi aspettare