Porquê? Será? E se?
Nestes últimas semanas, estas foram as perguntas mais
frequentes na minha vida.
A dúvida corrói-nos! Adormece e acorda connosco. Está
connosco em todas as refeições que não conseguimos terminar. Está presente em
todos os momentos que falam para nós e os nossos pensamentos estão longe. Não
vai embora nem mesmo quando estamos ocupados.
Eu não tive resposta a qualquer uma dessas perguntas, não da
tua parte. Tive que percorrer um longo caminho e que, ainda hoje o percorro,
para responder a algumas dessas questões. Para encontrar alguma paz
interior. Para sarar algumas das feridas
que provocaste e que deixaram cicatrizes. Cicatrizes bem presentes, visíveis
aos olhares alheios dos mais observadores.
Não sou mais a pessoa que era há algumas semanas atrás. Há
coisas na nossa vida que nos marcam para sempre. E tu foste uma delas.
Um dia, ouvir o teu
nome, irá soar igual a tantos outros. Um dia irei deixar de mudar o meu
percurso só para não te encontrar. Um dia irei deixar de ter medo de te encontrar.
Um dia irei acordar e não serás o meu primeiro pensamento. Um dia, não muito
distante, irei finalmente esquecer-te e não passarás de uma recordação!
