
Gosto muito de romances históricos, pela oportunidade de
conhecer o passado e perceber como influenciou o presente. A compra deste livro
deveu-se a uma influência da minha mãe que se chama Amélia.
O livro encontra-se dividido em três partes: na primeira, acompanhamos
a vida da jovem Amélia, filha do pretendente ao trono francês, e a agrura da
família Orleães com o exílio; a segunda parte cobre o período de tempo entre o
casamento de Amélia com D. Carlos e o regicídio; a terceira parte, contada na
primeira pessoa, recupera a viagem a Portugal que Amélia fez na década de 1940,
na qual visitou os túmulos do marido e dos filhos.
Para mim, a parte mais emocionante do livro foi a última,
que descreve o regresso de D. Amélia a Portugal, já com 80 anos. O facto de ser
relatada na primeira pessoa ajudou-me a sentir mais próxima da “personagem” e
os próprios sentimentos presentes convidavam a que fosse um relato emocionante.
Acho que o livro tinha ganho se tivesse sido todo contado na primeira pessoa,
porque o tinha transformado em algo mais pessoal e menos aproximado de um
relato biográfico, ajudando a cativar o leitor que pretende ler um retrato
ficcionado mas historicamente fiel de um pedaço da história do seu país. Ainda
assim, é um livro valioso pela riqueza histórica e que recomendo a quem se
interessar pela vida das pessoas que marcaram a monarquia portuguesa.