Hoje, tal como ontem, queria dizer-te que roubava o mundo, e
mais um planeta ou outro, só para ter a possibilidade do teu sorriso doce, da tua
pele, das tuas mãos no meu corpo, do prazer brutal.
E nesta paralisia do pudor, hoje, tal como ontem, queria
contar-te que não existe nada aqui se tu não estás. Deu-me vontade de correr
para ti e entregar-te todas as noites solitárias que carrego, seladas dentro de
um beijo. Queria que fossemos esse beijo e nos desmoronássemos.
Hoje, tal como ontem, queria dizer-te que sinto a tua falta em todos os cantos onde te encontro.
Hoje, tal como ontem, queria falar contigo e confessar que ainda te demoras em mim.
Hoje, tal como ontem, queria dizer-te que sinto a tua falta em todos os cantos onde te encontro.
Hoje, tal como ontem, queria falar contigo e confessar que ainda te demoras em mim.
Isto de falar que
preciso mais de ti do que a lua precisa da terra, é tramado. Isto de despir
todas as minhas capas e deixar-te ver-me nua, só eu e um lampejo teu do lado
esquerdo do peito, é lixado. Vai-se lá saber porquê, se o que se sente é tão
mais forte do que tudo, e ainda sufocamos nisto de guardarmos tudo, num
estrangulamento da vulnerabilidade crua.
