Dei-te o meu corpo como quem estende um mapa antes da viagem,
nele descobristes ilhas e paraísos e aí pousastes os dedos devagar, como fazem
as aves quando encontram o verão.
Tocaste-me
invadiste-me, e eu desmanchei-me de prazer nos teus braços.
Mas, depois, desenhaste mapas nas minhas mãos – tristes
geografias, labirintos de razões improváveis, tão curtas
Guardo em mim o prazer dos teus braços e
guardo os teus gestos, conjecturas, sombras, muros.
E essas conjecturas,
sombras, muros criam ondas que ameaçam o lago dos meus olhos.
