sábado, 18 de junho de 2016

Tristeza...

"Eu era sempre o que parecia, tu ias sendo tudo o que parecias. Creio que foi por isso que fomos tão íntimos - e por isso nos afastámos tanto."
Inês Pedrosa, in Fazes-me Falta)
Esperar até onde o tempo me leve. Até onde o espaço não me aprisionar. Mas, e agora? Se ainda me dói tanto...
Tento. Mais uma vez. Resolver, ganho a coragem de tentar falar contigo, mas tu rejeitas dás-me o silencio e eu pergunto,  Porquê João.??? Porquê João??
Porquê? Grito! Grito-me! Grito-te!
Porque não me respondes? Porque me deixas sempre com esta sensação de flor que apenas ouviu a chuva ou que nunca sentiu o pousar de uma borboleta? Porque fico eu com esta sensação de folha de jornal abandonado, num jardim qualquer, a encharcar-me nessas gotas, lágrimas de nuvem?
Já estivemos próximos, sabes? Tão próximos, que estupidamente nos afastamos cheguei a pensar que seria melhor. Depois veio a falta, sim, a falta. E eu julguei que fosse fácil esquecer. Mas afinal não foi, ato inglória.
Da ingenuidade que sofro, levo a ideia que talvez ainda penses em mim. Que sintas algo por mim. Dai a não me dares um fim e prolongares este amor que sinto por ti e para ti. Porque não resolves.? Sabes explicar-me?