Um chá, um caderno, uma caneta, o sofá no quarto que eu adoro.A minha estante, os objetos que tanto me dizem, as fotografias, era tudo o que vinha a calhar agora, era o que vinha calhar nos próximos dias.
Um chá de camomila, para acalmar sem açúcar. Nunca coloquei açúcar no chá não iria ser agora que o ia fazer por mais que a minha vida esteja amarga.
A caneta podia ser nova, assim tinha a tinta toda para eu puder escrever o que quisesse. O caderno teria a história da minha vida e todo o universo que a constitui. Podia lá escrever... tantas coisas, podia descrever cada momento detalhadamente, podia descrever todos os meus sentimentos, toda a minha revolta, toda a minha mágoa e desespero.
Queria desaparecer ir para um sitio longínquo, onde não conhece-se ninguém, onde começasse de novo. Novas pessoas, novos amigos um novo amor, correspondido. DESAPARECER, PARA NUNCA MAIS VOLTAR!!!
