sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Faltam palavras...falta vida vivida!

A garganta esta seca, as palavras evitam abandonar a fonte estéril. A imaginação definha. Os motivos por que outrora escrevia esfumaram-se nas idas e vindas da vida, nos encontros e desencontros com que o destino teimava em confrontá-la. Sabia que um dia usaria esses reveses e as memórias já menos dolorosas como o fermento que faria germinar as palavras, mas neste momento sentia que, mais do que motivos para escrever, faltava-lhe vida vivida, intensamente vivida, que lhe trouxesse de volta a sofreguidão de escrever. Faltava-lhe alguém para quem escrever, que lhe bebesse as palavras, que a forçasse a espremer cada palavra como se fosse a última.