Chamava-lhe o seu momento, esse tempo que gostava de acreditar ser apenas seu, num espaço onde exigia ,ficar sozinha.
Acendia um cigarro p'ra saciar o vício e distrair-se de si mesma. Mas cada passa que dava trazia agarradas a si memórias: frase, olhares, cheiros, toques, cumplicidades, ilusões... Um cigarro que se ia apagando à mesma velocidade com que lhe incendiava os pensamentos. E, terminada a luta, tudo se resumia a cinzas: as do cigarro e as da vida.
