Chega uma hora que queremos viver coisas de verdade,
conviver com pessoas de verdade, entrar em aventuras para evoluir e não pela
diversão ou pela breve sensação de conquista. Sabemos que o tempo é curto, que
a vida é rara.
Há uma altura na vida em que decidimos não tentar consertar
o que não tem solução.
É um momento em que queremos ser troca; não queremos ceder
energia, queremos reciprocidade. Não queremos fazer por merecer, queremos ser a
nossa verdade e sabem que para pessoas que valem a pena, isso basta, o que
somos é suficiente e bom.
Eu acredito que temos que filtrar, abandonar, perdoar sim,
mas não querer mais participar de jogos que nos limitam, irritam, fragilizam.
E se eu ouvir por aí:
“mas perdoaste?”
eu vou dizer:
“perdoei sim, mas ainda não passou no meu filtro...”
