terça-feira, 27 de outubro de 2020

O Último Disfarce


Hoje e ontem e todos estes dias tive que ouvir a verdade dentro de mim. Fugi. Revoltei-me. Neguei. Questionei. E acabei por aceitar. Dói. E aprendi a lidar com a dor.

A verdade veio impiedosa, assim como tem que ser, sem pedir licença e sem aviso... A verdade apareceu no meio do sonho. (prefiro assim) ...

Por alguns instantes fiquei atónita. Revoltei-me pela indiferença. Fiquei sem chão. A minha deceção era evidente... Mas no fundo sem surpresas.

Mas rapidamente fui chamada a racionalidade que me guia na maioria dos meus momentos. E de repente senti-me tão bem, tão em paz, foi como se depois do primeiro impacto tudo se encaixou o que em silêncio eu perguntava todos os dias.

Mil vezes a dor da verdade que a ilusão de uma mentira.

Tenho o direito de não querer sofrer e sim de lutar por aquilo que eu quero de uma maneira verdadeira. E que existe.

Estou tranquila, em paz, consciente que aos tombos, aos tropeços e vivendo um dia de cada vez, não tenho dúvidas que chego ao meu lugar. E sabes, nem vais saber onde é. Onde quer que vá são lugares para o tipo de pessoa que tu não és. Assim, garanto que o meu caminho não se irá cruzar mais com o teu. Por isso, e por me teres mostrado que sou muito mais do que pensava, obrigada. Por isso e por me teres mostrado que no fundo sempre estive certa não passavas de um cobarde um trafulha, e foi bom mostrar aos outros quem realmente tu és. OBRIGADO