Procurar. A nossa vida é uma procura constante: pelo
amor, pela felicidade, pelo sentimento de plenitude, por algo, por alguém.
Somos aquilo que procuramos. Somos o produto daquilo que procuramos. Somos
poesia em forma de ossos e de carne e de confusão. Às vezes dou por mim à
deriva – aliás, como agora. Dou por mim mais confusão que carne e que ossos.
Porque é essa confusão que nos faz avançar. É essa confusão que nos faz
procurar. E eu tenho procurado.
