segunda-feira, 9 de maio de 2022

incongruências

 

Fico sempre a perguntar-me onde falhei, o que faltou, porquê e porquê...Tenho este enorme problema, assumidíssimo, de pensar demais. Penso antes, durante e depois. Questiono todas as minhas escolhas, o que poderia ter feito diferente, que palavras poderia ter trocado, que atitudes poderia ter emendado. Coloco-me no lugar do outro, tantas vezes quantas forem necessárias e quando não encontro as respostas, demoro até encontrar a minha paz.

Gosto de estar bem comigo e com os meus e quando as situações mudam sem que eu consiga perceber o porquê, abala-me de uma forma que me consome. Nem sempre agimos de uma forma intencional e até podemos acabar por magoar os outros, mas gosto de o saber. Eu sei que nem toda a gente é de ficar, aliás, a grande maioria é temporária, mas sei lá... dói-me. Pelas partilhas, pelo afeto, pela conexão... e por tantos outros fatores que eu não posso controlar. Gosto de guardar pessoas na minha vida e mesmo que deixem de fazer parte do meu quotidiano, preciso de tudo explicado. Preciso de perceber tudo, preciso de deixar um ambiente saudável e guardar as coisas bonitas...Outro defeito. Tenho noção que sou a personificação de intensidade, que prende e afasta na mesma medida, tenho noção de que as minhas palavras são, muitas vezes um choque, precisamente pela intensidade que lhes dou.