domingo, 25 de setembro de 2022

memorias que ficam


 Olho o horizonte. Tento parar o momento em que o sol beija as ondas do mar, numa terna despedida.

Lembro-me de como, horas antes, ele brilhou.
Imponente.
Um brilho que cessou.
Mantenho-me, quase imóvel, a captar aqueles maravilhosos, incríveis e inesquecíveis momentos.
E assim deixo-me ficar, até o sol desaparecer e dar lugar à lua, que se vai fundindo com o mar, conferindo-lhe uma luminosidade quase irreal.
Como se o beijasse, o enleasse num abraço sentido e verdadeiro