domingo, 5 de fevereiro de 2023

Dias não são dias e vai que às vezes...

 Gosto das manhãs que se arrastam. De quando o dia vai começando, devagar.

Gosto de ouvir o tempo a passar. O tempo lá fora e o tempo do relógio, com os ponteiros a dançar e eu a fazer-me de desimportada. Acho que desimportada não existe.

Sabe-me bem aconchegar-me na cama sabendo que a hora de levantar já passou, saboreando o pecado da preguiça, aquele pedaço de tempo em que a culpa está atrasada e ainda não me senti fraca porque devia estar a aproveitar o dia antes de o sol nascer, assistindo ao raiar da estrela mestre com a meditação feita, um treino no bucho, o banho tomado, a pele hidratada  pequeno-almoço pronto.

Gostos das manhãs que se demoram mesmo sabendo que o preço a pagar é passar o resto do dia meio grogue, lenta de pensamento e de movimento.

Hoje a manhã foi assim, ontem foi um dia intenso, em tudo, acordei às sete da matina, fui ver uma amiga que está passar uma má fase de vida…ainda eu me queixo, Chisa penico, assas de grilo chapéu de coco, tem o filho mal, precisa de um transplante de rim, ela doa o rim ao filho…mas não à meios de os médicos de decidirem a começar o esquema. Boa sorte Paulito, eras tu que estavas sempre apoiar a minha loucura na passadeira a correr que nem louca contra o Psico e o Tiago. Vai és mulher para derrotar estes gajos, vai vai se caíres eu seguro.

À tarde fui correr estava um tempo tão bom foram 17km muito bons, os tempos ai esses estão maus, ai miúda que os 50k + do Oh Meu Deus estão te a escapar. AIIII o meu pé direito parece que não gosta de correr muito, fica inchado e negro, Ai meu Deus que lá se vai o OH Meu Deus.

Depois fui ver o filme, Os Banshees de Inisherin: Colin Farrell e Brendan Gleeson são ex-amigos em extraordinária comédia dramática. Só posso dizer que adorei…é uma comédia dramática estranha. As gargalhadas não vêm como inicialmente se espera. Depois tem onde se passa ação numa paisagem bucólica, imagens fantásticas. Fiquei a saber hoje que está nomeado para 9 óscares, boa, sim gostei mais deste do que de   “Os Fabelmans”, de Steven Spielberg . E para acabar em beleza só faltava o sushi, sim fui sozinha ando a modos que anti-social.