As gavetas da minha mente sagaz estão a abarrotar de tentativas repletas de melindres, muitas vezes infundados e dados como perdidos numa pilha infindável das minhas mais vulneráveis expectativas.
Já não penso no prazo, nos anos, nas passagens intempestivas…
Existe já um cansaço desmesurado, na solidão que se instala
nos meus dias, de tanto observar sem entender e de tanto me questionar sem ter
já a idade dos porquês !
O cansaço de ser só eu, para tudo e em tudo, dizem que é
“fado”… esse cansaço!!
O cansaço de sentir incertezas alheias subjugar-te ao exílio
pelas suas frustrações, dúvidas e infortúnios pessoais!
O mesmo cansaço quando as incertezas e frustrações são
minhas,
e me fazem igualmente recolher ao meu mundinho.
Esse cansaço, preceitua a nossa postura!
E que por Imposições necessárias à sobrevivência da
sociedade que nos rodeia, não te partilhas num momento, num riso, num
sentimento, num choro ou uma alegria, que de tão espontâneos e verdadeiros te
intimidam!
E a cada conversa que se tem não ousas deixar desarvorar uma
única pista de qualquer tipo de fragilidade que possa vir a aturdir o teu
domínio no “ teu mundinho”.
Porque a cada conversa que não se tem, impregnas a mente de
“lixo”…
E é com esse “lixo” mental… que os sonho que se quebram…
Que inconscientemente consome o pensamento como um Síndrome
rastejante que vagueia pelos sentires e não os deixa sair “da linha”,
porque quanto mais mal te fazem, mais te exiges!
E eu não quero mais pensar na distância que me separa dos
meus objetivos!
Sinto perdê-los de vista, mas sei que estão lá !!
Vou vivendo as etapas, apontando momentos, curando feridas…
Não tenho pressa nenhuma….
Apenas aprecio a viagem até “lá” chegar…
apenas deixo fluir…
deixo ficar ou deixo partir!
