Tenho sempre mil e uma coisas na cabeça, que se atropelam umas às outras.
Por vezes, como num filme, que avançamos e mal entendemos o
que aconteceu.
Quero pará-la, pausá-la mas nem sempre consigo.
Sou acelerada, não sei estar quieta.
Quando paro para pensar, o meu cérebro complica. Umas vezes
com razão de ser, outras nem tanto.
Apesar disso, considero-me uma pessoa ponderada, na maioria
das situações.
Descobri uma infindável paciência que não sabia possuir,
tento sempre colocar-me no lugar dos outros (embora nem sempre consiga) e,
acima de tudo, não tomo decisões de cabeça quente.
Sim, tenho uma mente inquieta e cheia de coisas.
Posso, até, ter este ar de quem vive sem pensar nas
consequências.
Mas, acreditem, penso!
Bastante, até!
Mas não deixo de arriscar por conta do medo daquelas.
Não deixo que me impeçam de viver da (única) forma que me
faz sentido.
E o que me faz sentido, apesar de todas as possíveis
consequências, é sentir tudo...
