quarta-feira, 17 de abril de 2024

Dos dias maus...da resposta na ponta da língua...

 

Às vezes gostava de ser menos explosiva, menos impulsiva e um tudo nada mais paciente. Gostava de conseguir articular os meus pensamentos antes de eles ganharem voz. Gostava de ser mais comedida com as palavras e saber escolhe-las consoante as situações. Não me acontece muitas vezes. Digo as coisas exatamente da forma como as sinto, sem pensar muito, para o bem e para o mal.

Precisava, tantas vezes, ter um filtro na língua para me travar em determinados momentos... Quando dou por mim, já disse... Nem pensei muito, mas disse. Não me condeno pelo que digo, mas pela forma como digo... Quase sempre a roçar na acidez, quase sempre cáustica.

Por outro lado, sou exatamente a mesma que diz que ama, que gosta e que admira. Sou a mesma que se rodeia de gente boa, com a mesa cheia de risos e corações a latejar. Quem me tem, sabe o que tem. Sabe que onde houver verdade cabe tudo. Sabe que não me pode pedir para fingir ou disfarçar seja o que for.

Aliás, o meu rosto denuncia-me sempre.

Quem me tem por perto, sabe que vou dar sempre a minha opinião, e se não a queres ouvir, não ma peças... Não sei fazer floreados nem ser politicamente correta... Essa versão, deixo para as gentes mornas desta vida.

O primeiro impacto comigo geralmente nunca é bom. Não sou a pessoa mais cordial deste mundo e, na verdade, não quero ser. Não tenho os braços abertos para qualquer um. Tenho sempre a resposta pronta... E se me desafiarem muito, atrás de uma vêm outras tantas. Sou difícil por vezes, também o reconheço. Mas quem aguenta este meu (péssimo) feitio, colhe todo o meu lado bom.