quinta-feira, 27 de junho de 2024

Tão Forte e Tão Perto

Que gosto de ver filmes…gosto, normalmente aos dias de semana isso não acontece…mas no meio do tudo que me está acontecer…comer vomitar, vomitar até a água que bebo…e no meio de uma noite complicada, resolvi sentar-me no sofá até que a mal disposição passasse e ver este filme. Gostei imenso. E tocou-me porque que é certo é todos somos estranhos uns para os outros no início.

Depois de perder o pai no acidente trágico 9/11, o rapaz da história resolve numa incessante busca procurar pistas sobre o seu pai, através de uma chave perdida.

Nessa busca conhece muitas pessoas, a quem procura pistas sobre essa chave, que pensa que era destinado a si.

Pessoas essas, estranhas, que não conhece de parte alguma.

Muitas delas, no fim, ficam suas " amigas" e no pouco ou na pequena troca de palavras, trocam-se experiências e momentos de proximidade e afeto.

Mais do que isso, o rapaz confidencia os momentos mais dramáticos e perturbadores que carrega dentro de si, que "despeja" em estranhos. E isso acaba por ser libertador dentro dele. Dentro do seu coração/alma, vai arrumando os seus sentimentos, graças à capacidade dos " estranhos" o terem ouvido, ali, naquele momento, quando ele precisava.

A capacidade de desabafarmos com " estranhos" pode mesmo ser libertadora, pois não há julgamentos, nem estamos propriamente à procura de consolo, só mesmo um bom par de ouvidos, e às vezes ainda é mais fácil desabafar com pessoas que não têm laços connosco do que propriamente com pessoas que já conhecemos há muito tempo.

E foi exatamente isto que se passou comigo…à algum tempo atrás…o que é mais curioso é que a pessoa em causa deixou de ser um estranho para mim…mas a sensibilidade dele a inteligência dele…fez com que nunca mais tocasse naquele assunto delicado para mim, o assunto morreu ali. Os estranhos que deixam de o ser e nos tocam cá dentro.