Costumávamos conversar durante horas, e mesmo que o silêncio
às vezes existisse, não nos incomodava.
Estávamos juntos e isso bastava!
E em silêncio, eu me pergunto… como se pode explicar a dor
física que se sente no peito, quando tudo que se quer é estar perto e fazer
parte, partilhando a vida como “um”alguém…
Como se explica gestos que nos marcam mais do que ferros
quentes … e nos fazem quase ruir, e ainda assim … a dor que deveria
desaparecer, inflama o resto do corpo, como uma angústia que não nos larga. A
morte essa sim é o fim de tudo…e tu “quiseste” partir.
