quarta-feira, 2 de abril de 2025

Há dias...e dias...

 

Há dias em que me sinto bonita. Leve. Boa onda. Há dias em que me sinto a última bolacha do pacote, bem amassadinha, esquecida, ali quase a "roçar" o fim da validade.

Há dias de muito sol, há dias de tempestade que tento me desviar mas caio estatelada na poça da água. E eu rio. Porque eu gosto muito dos dias de sol e sei que não há dois dias iguais.

Há dias que o medo me atrapalha. Desassossega-me. Abalroa-me. Encosta-me naquele cantinho como se estivesse a passar um furacão e eu estou ali a tentar segurar-me ao virar da esquina.

Há dias em que me apetece só chorar e as lágrimas nem caiem. Outros em que é difícil segura-las e elas desabam qual rio douro a transbordar.  Há dias, muitos, em que me doem as queixadas de tanto rir, caramba como é bom.

Mas há dias em que me sinto empoderada. Com uma sorte do caneco. Com a vibe no máximo a achar que consigo partir isto tudo e rodar a baiana enquanto bebo o meu tinto maduro em copo de pé alto sem deitar fora.

A vida às vezes parece estar do lado certo, outras vezes bem virada do avesso. Vai na volta, e eu nem sei qual é o meu lado certo... mas é só a vida a acontecer.