Mas não, não vêm. Os males vêm por mal.
Ponto.
Vêm com a frieza de quem não pede licença.
Com a pressa de quem não quer saber. Com a crueldade de quem
entra e derruba. Não esperam que estejas preparado — e nunca estás.
Doem. Rasgam. Queimam por dentro. Não há forma bonita de dizer isto.
E o pior? É que o fazem com uma naturalidade quase ofensiva.
Como se fosse justo. Como se fosse normal. Como se a dor fosse cláusula
obrigatória da vida.
Vêm para te tirar o chão — e quando estás ali, suspenso, sem
rede, sem rumo, percebes que há coisas que não se aprendem nos livros, nem com
conselhos, nem com frases feitas. Percebes que há quedas que não se evitam. Só
se sobrevivem. À dois anos em modo sobrevivência!!
