Há pessoas que passam pela nossa vida como sussurros.
Tão silenciosas, tão leves, que mal damos conta de que
existiram.
Outras… chegam como tempestades.
Deixam-nos revirados por dentro, despenteiam a alma,
desassossegam tudo o que julgávamos estar no lugar.
E eu?
Eu confesso: prefiro os que me viram do avesso., os que me perturbam por dentro, os que fazem o coração tropeçar, a mente duvidar, o corpo desejar.
Porque são esses…os que nos mostram que ainda estamos vivos.
Mesmo que se afastem em silêncio, mesmo que o retorno não
seja garantido,
mesmo que se vá morrendo em esperas não correspondidas —a
verdade é que… valeram cada segundo.
Porque acenderam algo que mais ninguém soube tocar.
E é disso que se faz a vida: de intensidades que não pedem
licença.
De presenças que, mesmo breves, deixam marcas que ninguém
mais apaga.
Pintinhas!!!

