Há dias. Dias que não ajudam. Noites que pesam.
Sim, tenho dores. Mas também tenho vida.
Tenho dias maus — e eles sabem o caminho de casa.
Por trás do sorriso há cansaço. Cicatrizes que a roupa
esconde. Medos disfarçados com piadas. Noites de insónia camufladas com café
forte. Mas também há força. Não a que evita cair, mas a que insiste em
levantar. Às vezes com ajuda. Às vezes com tudo a doer. Mas levanto-me.
E a mão dele na minha o toque alivia a dor. Acalma. E isso
vale tudo.
Porque o toque certo vale mais do que metade da farmácia.
