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domingo, 22 de fevereiro de 2026

E seguir. Devagar. Mas seguir

 

Há dias em que o mundo inteiro cabe num abraço que, à partida, nem devia existir.

O Punch, aquele macaco pequeno que se agarrou a um peluche como se fosse casa, lembra-nos uma coisa simples, que nem sempre a família é quem nos trouxe ao mundo. Às vezes é quem fica. Quem escolhe ficar.

E há uma liberdade estranha nisso.

Porque crescemos a achar que tudo tem de fazer sentido para os outros. Que a forma como amamos precisa de explicação, de lógica, de aprovação quase pública. Como se houvesse um manual invisível que toda a gente segue e ninguém viu.

Depois a vida acontece, meio drama, meio comédia, aquela ironia que se ri baixinho e mostra-nos que o sentido não é universal. É íntimo. É nosso.

Às vezes escolhemos pessoas improváveis. Às vezes escolhemos silêncios que nos fazem bem. Às vezes ficamos onde ninguém percebe porquê.

E está tudo certo.

Porque o que não faz sentido para o mundo pode ser exatamente o que nos salva por dentro.

Há famílias que vêm do sangue. Outras vêm da insistência. De um “fica mais um bocadinho”. De alguém que não foge quando já era fácil fugir.

E, tantas vezes, pouco é tanto.

Uma mensagem no momento certo. Um café sem pressa. Um ombro imperfeito, mas presente.

Não precisamos de muito para continuar, às vezes só de algo que nos lembre que não estamos sozinhos, mesmo quando parece.

Talvez seja isso que o Punch nos ensina, que o amor não precisa de ser perfeito, só de estar lá. E que todos nós carregamos uma espécie de peluche invisível, qualquer coisa que nos segura quando quase caímos.

Talvez a vida seja isto, tipo poder encontrar aquilo que nos ampara, mesmo que ninguém perceba porquê.

E seguir. Devagar. Mas seguir

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Primeiro de 2026

 É o dia em que olho para trás sem pressa e digo: obrigada. Acima de tudo ao tempo que passou. Ao tempo que não voltou e ao que ficou. Ao tempo que me cansou e ao que me salvou. Ao tempo que me permitiu fazer mais do que eu achava possível e menos do que eu queria, e mesmo assim foi suficiente.

Estou grata a tudo o que vivi. Ao que fiz bem. Ao que fiz mal. Ao que tentei. Ao que não tive coragem. Porque tudo isso me trouxe até aqui.

Ainda sonho.

Mesmo cansada. Mesmo com dúvidas. Ainda sonho. E isso diz muito sobre mim.

Sou grata às pessoas que encontrei. Às que ficaram e às que só passaram. Às que me ensinaram sem saber. Às que me obrigaram a crescer à força. Às vidas que toquei, mesmo sem perceber, e às que me tocaram fundo, deixando marcas que não quero apagar.

Sou grata à família. À de sangue e à de escolha. À que me segurou quando eu já não sabia como. À que me mostrou limites. À que me lembrou quem eu sou quando me perdi.

Aprendi a aceitar os meus limites.

Não como derrota, mas como respeito. Nem tudo dá. Nem tudo é agora.

Não faço promessas para 2026. Não acredito nelas.

Obrigada a todos os que fizeram parte dos meus dias. Aos que estiveram perto. Aos que estiveram longe mas presentes. Aos que, de alguma forma, caminharam comigo.

A minha palavra é agradecida.

Que 2026 seja maravilhoso para todos.

E que tenham a coragem, essa coragem rara, de  se atreverem a ser diferentes

Lewis Capaldi - Survive, a minha musica do ano


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

filosofia “pé de chinelo”!

 

Há muita coisa para as quais não encontro lugar…em mim!

Bato de frente contra elas a todo o momento!!

E atrás delas, vêm aqueles pensamentos que não nos largam… esses, que fazem parte da nossa evolução…

são constantes, surgem do nada e sem pensar,

mas estão lá!!

Persistem na mente para nos demover as ideias menos positivas!!

Como diz "um amigo", pensamentos nossos...

da nossa filosofia “pé de chinelo”!

Aquela que usamos como desculpa… para nos afastar de algumas coisas que precisamos fazer!

 

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Bem vindo Outono ... que sejas doce..

 


Chegou o outubro com ele veio o outono, é uma das minhas estações preferidas, a cor das árvores o fresco das manhãs…era bom fazer desporto…mas não dá…as coisas não estão bem…vai mais um exame complicado e mais uma biopsia os rins…as férias são passadas nisto…não há medico de família para passar baixa. São umas férias com muito repouso por doença…vamos lá ver a coisa pelo lado positivo.

O meu maior medo perder o rim esquerdo…tudo o que passou a Rosário assusta-me…confesso o medo faz parte dos meus dias…

Bem vindo Outono ... que sejas doce...

domingo, 21 de setembro de 2025

A Espera...a dúvida...

 

A espera é uma prisão invisível. Segura-nos pelos pulsos, amarra-nos pelos pés, e lá ficamos, imóveis, anestesiados, como quem aguarda um milagre que nunca se lembra de chegar. O tempo desliza em silêncio, como se gozasse connosco: os minutos correm, as horas fogem, os dias morrem é nós ficamos ali, parados, plantados no nada.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Esperança e coragem.!!!

 


Dizia -me alguém que devia pedir contas pedir razões, demonstrar-lhe tudo…não o vou fazer, era ir ter com a pessoa e atestar a sua própria incompetência, de que me serviria??? Consolo??? Talvez a única coisa…porque de resto nada mais serviria. 

O que tenho de fazer é seguir em frente e lutar…sei que posso estar em vias de perder um rim…as coisas estão complicadas os exames não estão favoráveis…fazer um exame mais preciso e ver o que se segue…Esperança e coragem.!!!

domingo, 31 de agosto de 2025

Survive...

 

Só eu sei o tamanho das guerras que travo sem testemunhas. Só eu sei o nó que faço de mim para não tocar em nada que possa doer mais do que já dói.

Só eu sei o quanto o meu corpo pede para explodir e o quanto o obrigo a ficar quieto, calado, encolhido, quase nada. As dores os vómitos a febre voltaram…vem aí um mês muito difícil…os exames loucos aos rins…o nome do exame é tão simples de prenunciar…Renograma…mas ir ao Dr. google e ver ler como se faz é difícil…e mais TAC.s e mais analises…mês difícil…

 

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

O caminho...o medo!!!

 Às vezes o caminho não é o mais curto. Nem o mais claro. É aquele que dói nos pés antes mesmo de ser percorrido. É aquele que nos obriga a tropeçar no próprio medo.

O medo, dizia hoje pela manhã a uma amiga, “tenho dores, tenho febre e tenho medo, quase que fico em pânico.!” Dizia-me ela “não fiques é pior chamas as coisas”, ela tem razão…mas eu tenho medo…tenho uma dura luta um caminho difícil…

domingo, 10 de agosto de 2025

Survive

Most nights, I fear that I'm not enough

I've had my share of Monday mornings when I can't get up
But when hope is lost and I come undone

I swear to God, I'll survive
If it kills me to
I'm gonna get up and try
If it's the last thing I do