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quarta-feira, 10 de março de 2010

Sem Chão...E Agora???


Sempre planeei tudo na vida, se o plano A não desse havia sempre o plano B. Desta vez não é assim, não há plano B nem muito menos A. Não há planos, não há nada apenas o vazio. Nunca me tinha sentido assim na vida… Estou sem chão, cada passo que dou afundo-me.
Perdi uma batalha..lutei por quem amo, mas perdi, Perdi e a desorientação veio. Entendo o que se passou, entendo as opções da outra parte, mas não consigo aceitar… não consigo. Porquê o FIM???Porquê????
Já não consigo pensar e concentrar-me no delinear do esboço da vida. Tenho de o fazer mas os dias passam e torno-me num acessório do dia a dia. O tempo passa e a vontade de agir diminui tamanha é a desorientação.


"Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters
"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

I will always run to you but never after you


"Nunca vemos o amor chegar; só o vemos a ir-se embora. Estou numa estação de comboios, sentada num banco de pau, completamente só. Perdi o teu comboio e não quero apanhar nenhum outro. Está frio. Um vento seco e cortante faz com que me encolha como um bicho da conta. Já não sonho, já não há dádiva, os dias voltaram a ser cinzentos e tristes. Agora são todos iguais, sempre iguais. Trabalho, respiro, durmo e como o melhor que posso e sei, e tento esquecer-te. Deixei de falar de ti e de dizer o teu nome, deixei de o desenhar no espelho da casa de banho, quando o vapor inunda todas as superfícies. Em vez disso, tenho o coração embaciado de dúvidas e o olhar desfocado pelo absurdo do teu silêncio continuado, o olhar de quem aprende a adaptar-se a uma luz desconhecida, a uma nova realidade.
Respeito o teu silêncio porque ainda me sobra uma ponta de orgulho, porque sempre te disse que uma força imensa me empurrava para ti – I will always run to you but never after you, lembras-te?
Por isso, e porque sei que não queremos guardar mágoa um do outro, tento esquecer-te devagar, sem te odiar, porque o ódio também é uma forma desesperada de amar ainda e sempre aqueles que já não podemos ter ao nosso lado."
O Diário da tua Ausência - Margarida Rebelo Pinto