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segunda-feira, 30 de março de 2015

Só quem treme entende o que é

Só quem treme entende o que é. Os outros não são: vão sendo. E nunca tremem. Tenho uma pena tão grande de quem nunca tremeu. O que andam eles a fazer por aqui? Nada do que não me fez tremer foi inesquecível.  Pedro Chagas Freitas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estado do que é permanente


Permanência...
é como ter asas e não poder voar........
Permanência...
aquela duração constante de permanecer na indubitável continuação permanente ......

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Voar, ora Voar...

Voar, ora voar... é uma sensação quase indescritível. Um sonho onde te transformas num mestre absoluto.Um sonho que tu controlas.Um sonho onde somente a tua sensibilidade e habilidade governam. O voo é um tipo de fuga, os problemas ficam pequeninos lá em baixo e lá em cima só estás tu e o silêncio... o silêncio do ar acariciando a tua pele... A distância reina absoluta. Não tem nada, absolutamente nada por perto. O chão está à centenas, às vezes milhares de metros de distância... podes gritar, cantar, falar sozinho,...

terça-feira, 9 de março de 2010

O que é voar??

O que é voar?
É só subir no ar,
levantar da terra o corpo, os pés?
Isso é que é voar?
Não.
Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente,
é ser livre,
leve,
independente,
é ter a alma separada de toda a existência,
é não viver senão em não-vivência.
E isso é voar?
Não.
Voar é humano,
é transitório,momentâneo...
Aquele que voa tem de poisar em algum lugar: isso é partir e não voltar.

"Can't keep my eyes from the circling skies
Tongue tied and twisted Just an earth bound misfit I "

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Learning to Fly

Há momentos em que a vida se assemelha a um baloiço. Por vezes, temos os pés bem assentes na terra, não andamos nem para a frente, nem para trás, fazemos movimentos giratórios, aproveitamos a doce sensação de calma e de tranquilidade sem saírmos do mesmo sítio. Há situações, em que, timidamente, começamos a ganhar balanço e ora avançamos, ora recuamos, quando vamos para a frente não fazemos conquistas extraordinárias, mas quando retrocedemos também não perdemos muito. No entanto, há dias em que resolvemos dar balanço e ver até onde conseguimos ir, decidimos perceber como será a sensação do vento a beijar-nos o cabelo, decidimos que queremos conhecer a sensação de um pássaro que voa em liberdade, queremos ter os raios de sol aquecer-nos o rosto, queremos voltar a sentir a alegria espontânea de uma criança pequena, e aí, o céu é o limite. Mesmo nos momentos em que o baloiço vai atrás, sabemos que é apenas para continuar a ganhar balanço, para cada vez, poderemos voar mais alto. E este é um prazer que só conseguimos saborear sozinhos. Porque quando temos alguém atrás de nós a empurrar o baloiço, podemos ter exactamente as mesmas sensações de bem estar, sentir que estamos a partilhar uma brincadeira, no entanto, no nosso íntimo, sabemos que perdemos a independência de brincar como muito bem nos apetece, estamos sempre receosos que essa pessoa deixe de nos empurrar, ou então, que nos abandone no parque sozinhos, ou pior, que nos empurre com uma violência tão grande que nos faça cair no chão sem dó nem piedade. Na vida, como no baloiço, há que impor o ritmo que é o ideal para nós, há momentos para voar radicalmente, até que a corrente não estique mais, há momentos para baloiçar preguiçosamente e saborear, há momentos para parar e pensar como se quer conduzir a nossa vida. Simplesmente isso: Parar e pensar!

"Into the distance a ribbon of black
Stretched to the point of no turning back
A flight of fancy on a windswept field
Standing alone my senses real
A fatal attraction holding me fast how
Can I escape this irresistible grasp? "