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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Deixar o coração contar


"Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem." Ana Jácomo

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Secrets

O segredo parece-me ser a única maneira de fazer da vida moderna algo de misterioso ou maravilhoso. A mais comum das coisas pode tornar-se deliciosa, basta dissimulá-la.
(Óscar Wilde)

terça-feira, 30 de abril de 2013

As Gavetas desaparecem



Quanto mais conhecemos os outros, melhor compreendemos as suas razões e atitudes. Quando assim é, as gavetas desaparecem, dando lugar a formas de estar motivadas por personalidades com que temos mais ou menos afinidade mas que entendemos ser fruto de uma maior complexidade. Fiz-me entender? Talvez não. Porque sou uma mulher difícil e complicada…

domingo, 10 de março de 2013

O Fio da Navalha


“- A paixão não mede consequências. Pascal disse que o coração tem razões que a razão desconhece. Se ele queria dizer o que eu penso, significa que, quando a paixão domina o coração, este inventa razões que parecem não são plausíveis, mas decisivas para provocar que o amor justifica tudo, até a perdição. Convencemo-nos de que até a honra é bem sacrificada e a vergonha um preço módico a pagar. A paixão é destrutiva. Destruiu Marco António e Cleópatra, Tristão e  Isolda, se não destrói mata. Pode mesmo acontecer que uma pessoa tenha de enfrentar a desolação de saber que desperdiçou os melhores anos da sua vida, que se desonrou , sofreu a dor atroz do ciúme , engoliu mortificações e amarguras, esgotou todas as suas reservas de ternura, esbanjou toda a sua riqueza espiritual como uma pobre coitada, uma idiota , uma cavilha onde pendurou os sonhos  e que não valia nem uma pastilha elástica.”
Somerset Maugham – O Fio da Navalha

Um verdadeiro clássico, um romance intemporal,uma leitura acessível. Qual o sentido da nossa existência.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Desta tristeza profunda

 
Disseram que hoje eu estou triste. A verdade é que eu sempre estou triste. Há uma sensação que me acompanha já faz algum tempo. Estou a trabalhar insanamente e  cheguei ao ponto em que está quase a ser impossível dar conta de tudo. É um processo calculado: quando mais eu trabalhar, mais consigo achar malucos iguais a mim.  Preciso manter a cabeça ocupada para que os gritos do coração não me enlouqueçam. Pra que que eu chegue à noite e ao deitar-me na minha cama para dormir desmaie antes de me dar conta de que estou sozinha.
Queria que esta dor passasse, mas considerando que sistematicamente afastei de mim as pessoas que poderiam me dar colo e que nenhuma surra tem dado resultado, não me sobraram muitas alternativas. O fato é que o mundo não vai parar só porque eu estou triste.


quarta-feira, 21 de março de 2012

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Folhas de Outono


Nem sempre sou capaz de deixar voar os sentimentos tristes, como se deixam voar as folhas de Outono…

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não voltar a sentir...



Raramente volto a ler as palavras que escrevo.Parte destas palavras que escrevo fazem parte da minha esfera pessoal, a minha vida, os aconteciments mais marcantes. As palavras quando ditas com muita intensidade, sejam com força positiva ou negativa, mesmo que o tempo passe, guardam, como que em brasa, os sentimentos da altura. E nem sempre é bom reviver. Por isso mesmo, raramente volto a ler o que escrevo. Voltar a ler o que escrevo é quase como voltar a sentir...