o que julgo ser; o que tu pensas de mim e o que sou na
realidade...
Sou mais feliz louca, que lúcida! Por vezes a lucidez
arranca-nos o encanto da realidade que procuramos viver. A loucura da
ignorância dá-me mais asas ao sonho.
Se eu fosse um animal, claramente seria uma borboleta pois tão
depressa sinto umas vontades intrínsecas de voar, quanto em me refugiar no meu
casulo.
Sou, geralmente, sensata e coerente.
Dou um imenso valor a Amizade.
Lido mal com desilusões, mas lido muito pior quando sinto
que fui eu quem desiludiu alguém.
Não estagno no tempo, no conhecimento e/ou na sabedoria que
os anos me vão proporcionando. Por isso o que te digo hoje, não será
necessariamente o que de mim vais ouvir amanha.
Adoro mimos! (Pergunto-me se haverá quem não goste?)
Sou absolutamente contra qualquer tipo de violência, seja
ela física, psicológica, moral ou mesmo verbal.
Detesto que me levantem a voz.
Inquietam-me mal-entendidos, principalmente quando não há
vontade em me esclarecerem ou em serem esclarecidos, pois assim se partem para
pressupostos errados que podem facilmente destruir o conhecimento de um sobre o
outro.
Uso da diplomacia pela necessidade de harmonia. Sei ser
frontal sem ser rude.
Muito menos serei o Diabo-Vestido-de-Saias, mas se
"brincarem" e/ou abusarem dos meus sentimentos e da minha
integridade, também sei ser mais fria que um deserto glaciar.
A nível afecto/emocional, a minha teoria é que não há nada
como Amar e deixar-me ser Amada, com a mesma intensidade e no mesmo timing,
coisa raríssima!!!
Gosto de emoções e de me deixar emocionar.
Tenho dias em que sou uma autêntica menina-mulher, sem
infantilidades mas com alguma doce inocência.
Prefiro uma verdade dolorosa a uma mentira piedosa.
Dói-me muito mais saber a verdade depois da mentira.
É-me fácil perdoar. É-me difícil esquecer, jamais esqueço o
mal que me fazem.
Sou cobarde nas despedidas dolorosas; raras são as vezes em
que as enfrento de cara lavada e sem tentação de lhes, silenciosamente, fugir.
Não me meto na Vida, nem tão pouco nas opções, de ninguém.
Deixo que vivam como escolheram... deixem-me VIVER a mim também!
Perante uma grande injustiça, sou capaz de dar um murro na
mesa!
Não sou culta nem ignorante, mas sou suficientemente
inteligente.
Adoro rir e por isso gosto tanto de pessoas com um apurado
sentido de humor...que não riam de mim, mas comigo.
Tenho algum poder de intuição. Não me ludibriem se não
quiserem ser riscados da minha lista de afetos!
Sou muito cética em relação a duas palavras:
"sempre" e "nunca" e desconfio de quem as declama sem
qualquer ponderação.
Entretanto, já aprendi que existem coisas que não
recuperarei, tais como: A ocasião... que já perdi; A pedra... que já atirei; A
palavra... que já proferi; O tempo... que já passei".
Tenho tanto mais a aprender sobre mim mesma, mas tanto
mais...!
Anyway..."se chorei ou se sorri, o importante foram as
emoções que vivi”




