quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Eu Adoro Voar...


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir as minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava da minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites a chorar até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores, perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas em frente ao espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer desaparecer.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta no meu canto.
Já sorri a chorar lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria estar calada, já me calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com um final feliz para dar esperança a quem precisava.Já sonhei demais, ao ponto de me confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro sinto-me bem.
Já cai inúmeras vezes a achar que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes a achar que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir o meu CORAÇÃO!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!
Gosto, das bebidas mais amarga, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Podes até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Vemos o que Esperamos


"Cada um vê aquilo que espera. Parece estranha esta afirmação. Vemos o que esperamos! É assim. Se o que espero são desgraças e tudo me parece já mal. Mas se o que espero (e sei que vem) é o Bem, tudo já são sinais desse bem. É isso que me purifica o olhar e me liberta de fantasma. Quem sabe que o bem vem, já vê o bem a vir. Vê com bons olhos, mesmo no meio do nevoeiro."
(in Não há soluções, há caminhos)
Este pequeno texto é uma verdade…
Quando os médicos, em Julho não me garantiram o próximo Natal. Interiorizei esta ideia e pensei sempre que não chegaria ao Natal. Passei a viver a vida em função desta ideia. Contava os dias que faltavam…No dia 24 de Dezembro, entrei em pânico, paralisei. Foi horrível passei a noite acordada não queria fechar os olhos… Por aqui vê-se que vemos aquilo que esperamos eu esperava algo de muito mau a morte… Se por acaso os médicos nada me tivessem dito, ou dissessem vai-se safar eu provavelmente teria outra atitude, faria tudo diferente… Hoje consigo achar piada às atitudes que tomei, é engraçado.
Vejam sempre as coisas pelo lado positivo se pensarmos negativo, afundamo-nos, batemos no fundo do poço.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Nada Dura Para Sempre

Nada dura para sempre.
Ouvi algures esta frase e retive-a, talvez por saber que é uma verdade. Não se trata de um saber intrínseco ou algo de género. É um saber vivido.
Nada dura para sempre.
Já perdi coisas que julguei imperdíveis. Pessoas que pensei eternas vieram assim como foram. Tudo muda. Eu própria mudei. A minha forma de viver adapta-se constantemente ao que tenho, ao que vejo, ao que se enquadra com o que me rodeia.
Nada dura para sempre.
Apenas aceito, apesar desta frase ter ficado a vaguear nos meus pensamentos. Se hoje quisesse descrever tudo o que mudou na minha vida nos últimos meses não o conseguira englobar em meia dúzia de linhas. Precisaria de várias folhas, vários dias, demasiado tempo no qual não seria capaz de transcrever tudo, pois por muito efémeros que sejam certos capítulos só uma experiência insusceptível de representação restou
Nada dura para sempre.
Assim é. Neste momento, não lamento tal facto. Limito-me a viver o presente sem conseguir prever o que virá. Acho que se deve a um receio que detenho do que virá...mas falar sobre isso ficará para outra altura.
Nada dura para sempre.
Por Uma Andorinha

Inventário da Normalidade


Resolvi fazer uma pesquisa com meus amigos sobre aquilo que a sociedade considera um comportamento normal. A seguir, listo alguns destes absurdos com que convivemos todos os dias, porque a sociedade considera normal:

1] qualquer coisa que nos faça esquecer nossa verdadeira identidade e nossos sonhos, e nos faça apenas trabalhar para produzir e reproduzir.
2] ter regras para uma guerra (Convenção de Genebra).
3] gastar anos fazendo uma universidade, para depois não conseguir trabalho.
4] trabalhar de nove da manhã as cinco da tarde em algo que não dá o menor prazer, desde que em 30 anos a pessoa consiga aposentar-se.
5] Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.
6] Uso de botox.
7] Procurar ser bem-sucedido financeiramente, ao invés de buscar a felicidade.
8] Ridicularizar quem busca a felicidade ao invés do dinheiro, chamando-o de “pessoa sem ambição”.
9] Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, ao invés de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.
10] Não conversar com estranhos. Falar mal do vizinho.
11] Sempre achar que os pais estão certos.
12] Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo as constantes brigas).
13ª] Criticar todo mundo que tenta ser diferente.
14] Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.
15] Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.
16] Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende pelo pomposo nome de “gravata”.
17] Nunca ser directo nas perguntas, mesmo que a outra pessoa entenda o que se está querendo saber.
18] Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar. E ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.
19] Achar que arte vale uma fortuna, ou que não vale absolutamente nada.
20] Sempre desprezar aquilo que foi conseguido com facilidade, porque não houve o “sacrifício necessário”, e, portanto não deve ter as qualidades requeridas.
21] Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável.
22] Estar convencido que toda pessoa famosa tem toneladas de dinheiro acumulado.
23] Investir muito na beleza exterior, e se preocupar pouco com a beleza interior.
24] Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos.
25] Em um meio de transporte público, jamais olhar diretamente nos olhos de uma pessoa, caso contrário isso pode ser interpretado como um sinal de sedução.
26] Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.
27] Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história
28] No hemisfério norte, usar sempre a roupa combinando com a estação do ano; braços de fora na primavera (por mais frio que esteja) e casaco de lã no outono (por mais quente que esteja).
29] No hemisfério sul, encher a árvore de natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.
30] À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda a sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.
31] Ir a um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar com as desigualdades sociais do mundo.
32] Comer três vezes por dia, mesmo sem fome.
33] Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.
34] Usar o carro como uma maneira de sentir-se poderoso e dominar o mundo.
35] Dizer impropérios no trânsito.
36] Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.
37] Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.
38] Dizer sempre “eu tentei”, mesmo que não tenha tentado absolutamente nada.
39] Deixar para viver as coisas mais interessantes da vida quando já não tiver mais forças para tal.
40] Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV.
41] Acreditar que é possível estar seguro de tudo que conquistou.
42] Achar que mulheres não gostam de futebol, e que homens não gostam de decoração.
43] Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.
44] Estar convencido de que ser uma pessoa boa, decente, respeitosa significa que os outros vão pensar que é fraca, vulnerável, e facilmente manipulável.
45] Estar igualmente convencido que a agressividade e a descortesia no trato com os outros é que são sinônimos de uma personalidade poderosa.
46] Ter medo de fibroscopia (homens) e parto (mulheres).
47] Finalmente: achar que a sua religião é a única dona da verdade absoluta, a mais importante, a melhor, e que todos os outros seres humanos neste imenso planeta que acreditam em qualquer outra manifestação de Deus estão condenados ao fogo do inferno.

Paulo Coelho in Warrior of The Light

domingo, 18 de janeiro de 2009


Átma vichára,
a meditação no Ser
Ramana Maharshi

Quem sou eu, que não sou este corpo?
Sou o ser (que é imaterial, imutável e imperecível).
Quem sou eu, que não sou esta mente que pensa?
Sou o ser (que é serenidade e paz).
Quem sou eu, que não sou os cinco sentidos?
Sou o ser (que é silêncio e comunhão).
Quem sou eu, que não sou as emoções?
Sou o ser (que é ponderação e equilíbrio).
Quem sou eu, que não sou sensações?
Sou o ser (que é satisfação).
Quem sou eu, que não sou desejo, necessidade, vontade?
Sou o ser (que é plenitude).
Quem sou eu, que não sou passado, presente e nem futuro?
Sou o ser (que é atemporal, eterno).
Quem sou eu, que não sou ego, personalidade?
Sou o ser(que é tudo).
Quem sou eu, que não sou os papéis que represento?
Sou o ser (que é a verdadeira natureza, a verdadeira identidade).
Quem sou eu, que não sou individualidade?
Sou o ser (que é uno).
Quem sou eu, que não sou orgulho e vaidade?
Sou o ser (que é simplicidade).
Quem sou eu, que não sou insegurança e medo?
Sou o ser (que é luz).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Emoções Veneno


Todos os aspectos de nós próprios que negamos, todos os pensamentos e sentimentos que consideramos inaceitáveis e errados acabam por se dar a conhecer nas nossas vidas. Quando andamos demasiado ocupados e atarefados, não prestamos atenção às nossas emoções, escondemos os nossos impulsos e qualidades revestidas de vergonha, o que nos coloca em risco de explosão. Numa questão de minutos quando menos esperamos um aspecto rejeitado ou indesejado de nós próprios pode emergir e destruir as nossas vidas, a nossa reputação. E isso é o efeito Bola de Praia.

Pegamos numa Bola de Praia e tentamos mantê-la debaixo de água, durante um período prolongado. No momento em que nos descontraímos ou desviamos a atenção, a bola salta para cima salpicando-nos. Por outras palavras a bola de Praia - os nossos impulsos reprimidos e o sofrimento não processado - salta e bate-nos na cara sabotando os nossos sonhos roubando-nos a dignidade, deixando-nos encharcados de vergonha.

Depois de sermos envergonhados, cada um de nós cria uma cortina de fumo que esconde do mundo exterior a vergonha profunda que sentimos no íntimo.E aparece o medo.

O medo desencadeia os nossos pensamentos mais destrutivos e dá origem a emoções como:o sofrimento, o desespero, a tristeza, a ira,a inveja e o ódio.

O sofrimento: o sofrimento não resolvido está na base de todos os comportamentos aditivos e compulsivos. E quando intensificado pelo nosso medo de confrontar os incidentes que nos magoaram em primeiro lugar, faz com que nos voltemos a magoar, fazendo coisas lesivas para nós e para os outros.

O desespero: o desespero despoja-nos da nossa autoconfiança e não nos deixa ver as possibilidades e oportunidades que estão mesmo à nossa frente. No seu auge, somos levados a magoar os outros e a nós próprios numa tentativa de encontrar um salva-vidas que evite que nos afoguemos na nossa amargura.

A tristeza: A tristeza saudável é uma emoção necessária. Dá aos nossos corações uma maneira de lamentar aceitar e por fim ultrapassar as desilusões da vida. Mas quando somos atingidos por perdas que não conseguimos compreender ou que nos recusamos a abdicar a tristeza enevoa a nossa visão, o que vai inibir a nossa capacidade de dar e receber amor e desfrutar da vida.

A Ira: Quanto temos medo, a ira é um sistema de reacção natural. Mas quando alimentada por demasiado medo e agravada pela vergonha, a ira saudável forma uma arma de destruição.

A inveja: a inveja é a protecção exterior das nossas inseguranças interiores. A inveja é o fogo interior cujas chamas podem crescer rapidamente, fazendo-nos reagir violentamente de modos mesquinhos e vingativos. No ensaio "Da vida e do sexo", o psicólogo Britânico Havelock Allis disse " A inveja é o Dragão que mata o amor com o pretexto de o manter vivo".

O ódio: é uma forma de projectar nos outros os sentimentos horríveis que não temos maneira de digerir. Quando projectado para o exterior procura incutir medo na pessoa que é odiada, mesmo quando a pessoa odiada somos nós próprios. A nível pessoal o ódio priva-nos do respeito por nós próprios, da dignidade e daquilo que todos nós procuramos - o amor.

De uma coisa podemos estar certos, se não tratarmos dos nossos medos destas emoções veneno, um dia eles tratarão de nós. Então a verdade acerca de nós próprios que nunca quisemos ver ou que fosse vista. Será exposta.”

Ideias retiradas do Livro "Quando as pessoas boas fazem coisas más" de Debbie Ford.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sempre a aprender a conhecer


Eu fico incomodada, e por vezes mesmo magoada, com algumas atitudes de certas pessoas, principalmente daquelas que me rodeiam.

Trabalhei durante dois anos com uma pessoa, era introvertida muito fechada, era inteligente isso era. Durante estes dois anos tentei conhecê-la pelas suas atitudes, era uma pessoa difícil, solitária uma vez disse-me que o amigo que tinha era o namorado não tinha amigos de escola nem de faculdade. Achei estranho...Precisamos de amigos, para rir para chorar para desabafar...Eu digo posso perder todos os meus amores e ainda assim sobreviver mas perder todos os meus amigos morreria de solidão. Tentei sempre conviver ao máximo com ela. As pessoas diziam-me a tua colega é tão estranha, nariz arrebitado, eu dizia sempre é o feitio dela mas é boa pessoa.

Por vários motivos acabou por ser despedida. Pensei que me dissesse algo, que se despedisse de mim. Mas não o fez. Não se despediu de nenhum dos colegas. Hoje ao chegar ao escritório uma delas disse-me "ela não se despediu de ti nem de ninguém, não fiques incomodada com isso, sabes durante estes dois anos de trabalho em conjunto posso te dizer que não consegui conhecê-la."

Realmente não consigo entender as atitudes dela. Se foi despedida foi com justa causa e não fui eu que a despedi, fiquei magoada.

Mas tenho consciência de que se me magoo ou permito que me magoem, o problema é todo meu. A bem dizer, na verdade eu sei que algumas pessoas não tem a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou são muito egoístas para perceberem que as suas atitudes magoam ferem...Fazer sempre o que queremos do nosso jeito, viver a vida a olhar para o nosso próprio umbigo, sem cedermos, sem discutir os próprios problemas, não sei se é uma vida fácil, apenas sei que é uma vida medíocre.
É pelas atitudes das pessoas que vemos quem realmente elas são. Para se conhecer alguém é preciso tempo