
A minha saudade é apenas minha.
Não a partilho com ninguém.
Acredito que só eu a sinto dentro de mim e que só eu me devo desenvencilhar no meio dela.
É como um ser vivo que se aloja no centro do meu peito e me impede de aceitar as regras normais do jogo.
Não acredito que saudade seja amor. ...
Ou falta.
É uma porra qualquer que me torna vulnerável no tempo e distância.
Prefiro sentir dor.
Já aprendi a curá-la.
Já sei como acaba.
José Micard Teixeira


