Hoje e ontem e todos estes dias tive que ouvir a verdade
dentro de mim. Fugi. Revoltei-me. Neguei. Questionei. E acabei por aceitar.
Dói. E aprendi a lidar com a dor.
A verdade veio impiedosa, assim como tem que ser, sem pedir
licença e sem aviso... A verdade apareceu no meio do sonho. (prefiro assim) ...
Por alguns instantes fiquei atónita. Revoltei-me pela indiferença.
Fiquei sem chão. A minha deceção era evidente... Mas no fundo sem surpresas.
Mas rapidamente fui chamada a racionalidade que me guia na
maioria dos meus momentos. E de repente senti-me tão bem, tão em paz, foi como
se depois do primeiro impacto tudo se encaixou o que em silêncio eu perguntava
todos os dias.
Mil vezes a dor da verdade que a ilusão de uma mentira.
Tenho o direito de não querer sofrer e sim de lutar por
aquilo que eu quero de uma maneira verdadeira. E que existe.
Estou tranquila, em paz, consciente que aos tombos, aos
tropeços e vivendo um dia de cada vez, não tenho dúvidas que chego ao meu
lugar. E sabes, nem vais saber onde é. Onde quer que vá são lugares para o tipo
de pessoa que tu não és. Assim, garanto que o meu caminho não se irá cruzar
mais com o teu. Por isso, e por me teres mostrado que sou muito mais do que
pensava, obrigada. Por isso e por me teres mostrado que no fundo sempre estive
certa não passavas de um cobarde um trafulha, e foi bom mostrar aos outros quem
realmente tu és. OBRIGADO