Ás vezes o medo assusta-nos.
E, porque estamos apertados numa fórmula peregrina de vida, sujamos a roupa interior.
Por vezes o medo emagrece-nos. Tira-nos centímetros numa altura conquistada.
E, também aí, perdemos cor. Sobretudo no olhar.
Às vezes o medo cola-se-nos à pele. Astuto, negro, devastador. A pele, que de galinha se torna, não o rejeita, é medricas.
Às vezes o medo esmurra-nos. Viola-nos, massacra-nos, discrimina-nos. E veste uma camisola de angorá, numa hipócrita pincelada.
Nas vezes em que o medo é mentira, há que ter ainda mais medo.
Tenho medo, muito medo.
E isso assusta-me.
E, porque estamos apertados numa fórmula peregrina de vida, sujamos a roupa interior.
Por vezes o medo emagrece-nos. Tira-nos centímetros numa altura conquistada.
E, também aí, perdemos cor. Sobretudo no olhar.
Às vezes o medo cola-se-nos à pele. Astuto, negro, devastador. A pele, que de galinha se torna, não o rejeita, é medricas.
Às vezes o medo esmurra-nos. Viola-nos, massacra-nos, discrimina-nos. E veste uma camisola de angorá, numa hipócrita pincelada.
Nas vezes em que o medo é mentira, há que ter ainda mais medo.
Tenho medo, muito medo.
E isso assusta-me.