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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Promises

Como uma andorinha não faz a Primavera, um dia triste não faz da vida um Inverno.
É preciso continuar a perseguir os sonhos!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Às vezes o Medo...

Ás vezes o medo assusta-nos.
E, porque estamos apertados numa fórmula peregrina de vida, sujamos a roupa interior.
Por vezes o medo emagrece-nos. Tira-nos centímetros numa altura conquistada.
E, também aí, perdemos cor. Sobretudo no olhar.
Às vezes o medo cola-se-nos à pele. Astuto, negro, devastador. A pele, que de galinha se torna, não o rejeita, é medricas.
Às vezes o medo esmurra-nos. Viola-nos, massacra-nos, discrimina-nos. E veste uma camisola de angorá, numa hipócrita pincelada.
Nas vezes em que o medo é mentira, há que ter ainda mais medo.
Tenho medo, muito medo.
E isso assusta-me.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Eu Calimero

O Calimero era aquele patinho preto com uma casca de ovo na cabeça, que se achava uma vítima do mundo.

Em mim havia até há uns tempos atrás um calimero...
É tão fácil sentir-me vítima!
Foi uma injustiça!
Eu não mereço!
Foi por causa disto ou daquilo, deste ou daquele!

Acho que por vezes era uma Calimera brilhante!
Consegui sempre arranjar forma de justificar, tudo o que fazia ou que não fazia!
Encontrava sempre uma razão, que me tornava vítima da situação!

Procurei sempre algures no passado, a causa para presente, o tal “porque…”e era fantástico. Porque havia sempre uma causa, que fazia de lobo mau…e eu ficava como a avozinha, coitadinha, que nada podia fazer…
Uma vítima!...

Quando comecei a ter coragem, de me ver através do espelho,vi, em mim, a avozinha, o capuchinho, a caçador e também o lobo mau! Tudo não passava de uma fantasia…Só estou ali Eu, Mesmo que Eu, seja o somatório de vários Eu!