Perante uma situação podemos ver sempre de duas maneiras: copo vazio ou como meio cheio.
Gosto de ver a situação de copo a extravasar. Às vezes nem
sempre, às vezes tem só lá uma pinguinha.
Mas depois quando me distancio da situação, já a vejo de
outra maneira.
Há dias fiz um teste
sobre se sou mais otimista ou pessimista; sou mais otimista, segundo os
resultados. Acho que me surpreendi, pois penso que temos mais facilidade em
captar o que está mal e falar disso, do que o que vai bem, e valorizá-lo.
Há dias, uma pessoa dizia-me " nasci com azar" já
outra dizia-me com um grande entusiasmo e intensidade pela vida " podemos
fazer tudo, podemos ser tudo" !
Eu que apenas estava na plateia a ouvir os argumentos de
cada uma, conheço bem a história de cada uma.
Efetivamente ambas tinham razão. Cada uma com a sua história
distinta que se reflete no seu presente e na maneira como vê a vida.
Penso também, se há problema, há solução. Caso contrário não
havia problema.
Mas independentemente de cada história e percurso de vida,
saiu um estudo que afirma que, ao
contrário do que pensamos não é ter um emprego de sonho ou um carro ou
telemóvel de última geração que nos vai tornar mais felizes, mas sim, as
relações humanas, e aqui acrescentaria as relações conosco.
Quando nos relacionamos bem conosco, melhoramos a relação
com os outros, melhoramos também a maneira como vemos as coisas, e embora as
coisas possam não ser todas a nosso favor, é bom termos uma visão otimista das coisas, a vida como ela é.
