sábado, 26 de julho de 2025

Do cansaço extremo...

 

Porque o corpo já grita baixinho e eu insisto em calar. Porque a alma anda em migalhas e eu continuo a varrê-la para debaixo do tapete. Porque há dias em que respirar dói. E ninguém nota.

Porque há um silêncio que se instala entre os ossos, um cansaço que não se cura a dormir. E eu queria dizer que estou só cansada, mas é mais do que isso. É como se tivesse corrido uma maratona com os pés descalços sobre brasas e ainda assim me pedissem mais um passo.