Porque o corpo já grita baixinho e eu insisto em calar.
Porque a alma anda em migalhas e eu continuo a varrê-la para debaixo do tapete.
Porque há dias em que respirar dói. E ninguém nota.
Porque há um silêncio que se instala entre os ossos, um
cansaço que não se cura a dormir. E eu queria dizer que estou só cansada, mas é
mais do que isso. É como se tivesse corrido uma maratona com os pés descalços
sobre brasas e ainda assim me pedissem mais um passo.
