Aos poucos, vou libertando-me do que já não tem lugar em
mim. deixo para trás o que perdeu o sentido, o que já não ecoa, o que já não me
toca.
Tudo o que me pesa —
o que não me serve, não me eleva, não me transforma, vai
ficando pelo caminho.
Recados antigos, contactos vazios, pessoas que se perderam
de mim,
fotos que congelaram momentos que já não me pertencem.
Apago. Deleto. Rasgo.
Sem remorso. Sem apego. Sem esforço.
Só sigo.
E o que fica para trás…que se afogue no próprio silêncio
