Ser o verbo recomeçar, tantas e tantas vezes. É um ciclo que
parece não ter fim, uma sucessão de tentativas onde me reinvento, me moldo, me
desfaço e volto a construir‑me tantas vezes. Cada vez que penso que encontrei
um lugar de descanso, um ponto de equilíbrio, a vida puxa‑me para um novo
desafio e lá estou eu a ir e a voltar, a cair e a erguer‑me, a acreditar e a
ver as crenças ruírem. Recomeçar tornou‑se quase uma segunda casa, uma extensão
da minha existência.
